Posts Tagged 'FRELIMO'

Imagem do dia #156

Em Moçambique existe um punhado de nomes de personalidades ou factos que dão nome a ruas e avenidas em todas as localidades do país.

Av. de Moçambique, Av. 24 de Junho (dia das nacionalizações), Av. 25 de Setembro (início da guerra de independência), Av. do Trabalho e Av. Eduardo Mondlane.

Esta última costuma ser a grande avenida de cada localidade. E em Chókwè não é excepção. A Av. Eduardo Mondlane é a principal e maior avenida da segunda maior cidade da Província de Gaza.

Eduardo Mondlane nasceu em Gaza e morreu em Dar es Salaam, Tanzânia, em 1969, vítima de uma encomenda-bomba. Alguns historiadores avançam que a morte deste destacado líder político, sério defensor da independência de Moçambique, foi da responsabilidade da PIDE.

Mondlane era um homem letrado, professor universitário nos EUA, e tendo, também, trabalhado junto das Nações Unidas. Aqui efectuou trabalhos de pesquisa sobre as independências e o fim dos Estados Coloniais em toda a África. O Governo Português da altura aliciou Mondlane a colaborar directamente com o regime colonial, mas este recusou sempre. Eduardo Mondlane foi o fundador da FRELIMO, a Frente de Libertação de Moçambique, partido que, depois de muitas mudanças, se encontra no poder desde 1975.

Morreu sem ter visto o seu sonho realizado: Moçambique como Estado livre e independente.

3 de Fevereiro

Hoje é feriado nacional em Moçambique!

Dia 3 de Fevereiro é o dia em que se evocam os heróis que ajudaram a erguer a Nação Moçambicana (uma invenção nacionalista do Moçambique independente). Contudo, a  data assinala o aniversário da morte de Eduardo Mondlane, primeiro presidente da FRELIMO.

Mondlane foi assassinado em 3 de Fevereiro de 1969, em Dar-es-Salaam na Tanzânia, a partir de onde dirigia a actividade do movimento libertador de Moçambique.

A história conta que o assassinato de Eduardo Mondlane poderá ter sido da responsabilidade da intelligence Portuguesa a partir de Lourenço Marques, contudo, este facto nunca foi realmente comprovado.

Na casa de… Malangatana!

Há coisas que às vezes nem percebemos que possam acontecer.

Há umas semanas atrás estava em Maputo e a Mariana, a voluntária que agora trabalha comigo no Orfanato, convidou-me para uma saída à tarde. A vida cultural em Maputo não é muito extensa, pelo que temos que aproveitar todas as ocasiões para uma saída!

Marquei às 15h na casa Museu do Malangatana” – confirmou-me a Mariana.

Visitar a Casa Museu do Malangatana é uma actividade que vem nos guias turísticos, pelo que não estávamos à espera da surpresa… A casa fica situada no Bairro do Aeroporto e, apesar de estar meio escondida numa ruazinha toda enlameada e com muitas poças de água, sem saída e sem qualquer tipo de indicações ao turista, toda a gente sabe onde mora o Malangatana.

Chegámos. Tocámos à campainha e apareceu um menino magrinho que nos deu as boas vindas. Não conseguimos deixar de comentar todo o toque artístico daquela casa. Tudo foi pensado pelo Malangatana, desde o azulejo das paredes até ao gradeamento dos portões!

Entrámos no ateliê… muitos quadros pendurados, outros par acabar… muitas latas de tinta no chão, livros, esculturas, jornais… uma confusão organizada! E na secretária um senhor. Grande, gigante, sentado esperava por nós.

Só nos apercebemos que estávamos a falar com o próprio Malangatana passados alguns minutos de amena conversa! Era ele! Era inacreditável o que estava a acontecer! O próprio Malangatana a falar em primeira pessoa para mim e para a Mariana. Um exclusivo!

Falámos, falámos, falámos… tivemos cerca de três horas com aquele senhor! Vagueámos pelas galerias, vimos as pinturas, as esculturas, os livros… voltámos para o ateliê, bebemos café.

Em quase três horas falámos de tudo, tudo, tudo menos de pintura! Falámos de tudo menos do que ele fazia.

No final, com um coração tão grande como ele próprio, agradeceu. Pensámos que tivesse sido apenas um simples agradecimento, mas não. No dia seguinte a Mariana tinha uma SMS no telemóvel dela onde o Malangatana voltava a agradecer, dizendo que aquela tarde tinha sido maravilhosa.

Ele ficou tocado com o nosso trabalho… afinal, ele já tinha sido uma criança como aquelas que ajudamos a crescer no Orfanato. 

“Muito obrigado meus amigos!” – Malangatana.

E para todos vós que perguntam quem é o Malangatana, digo-vos que é apenas o MAIOR artista de Moçambique! 

Malangatana nasceu em 1936 em Matalana, sul de Moçambique. Os seus primeiros anos de vida foram passados em Escolas de Missões e ajudando a sua mãe nos trabalhos no campo.

Com doze anos, Malangatana muda-se para Maputo (então Lourenço Marques) para procurar trabalho e em 1953 começa a trabalhar no Clube de Ténis como ‘apanha-bolas’. Este trabalho permitiu-lhe continuar a estudar, frequentando as aulas à noite. Foi nesta altura que o seu talento começou a ser notado. Augusto Cabral, membro do Clube de Ténis, forneceu-lhe os materiais e a ajudou-o a vender o seu trabalho. Em 1958 Malangatana frequenta o Núcleo de Arte, com o apoio do pintor Zé Júlio. No ano seguinte, Malangatana tem o seu trabalho exposto publicamente pela primeira vez numa exposição colectiva e, dois anos mais tarde, realiza a sua primeira individual com 25 anos.

Tornou-se artista profissional em 1960, graças ao apoio do arquitecto português Miranda Guedes (Pancho) que lhe cedeu a garagem para atelier. Em 1963 a sua poesia é publicada na revista ‘Black Orpheus‘ e na antologia ‘Modern Poetry from Africa“. No ano seguinte, Valente Malangatana é preso pela Polícia Secreta do Estado Português (PIDE) e passa 18 meses na cadeia, sendo acusado de ligações à FRELIMO (uma das facções que combatiam o regime colonial Português em Moçambique). Em 1971 recebe uma bolsa da Fundação Gulbenkian e estuda gravura e cerâmica. Desde 1981 trabalha exclusivamente como artista.

Malangatana foi agraciado com a medalha Nachingwea pela sua contribuição para a cultura Moçambicana e nomeado Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique. Expôs em Angola, Portugal, Índia, Nigéria, Chile e Zimbabué entre outros, e o seu trabalho está representado em colecções por todo o mundo. Trabalhou em várias encomendas de arte pública incluindo murais para a FRELIMO e para a UNESCO. Malangatana está também activo no estabelecimento de várias instituições incluindo o Museu Nacional de Arte e um centro para jovens artistas em Maputo. Foi também um dos fundadores do Movimento para a Paz.

O trabalho de Malangatana projecta uma visão ousada da vida onde há uma comunhão entre homens, animais e plantas. Baseia-se na sua ‘herança’ mas simultaneamente abraçando símbolos de modernidade e progresso, síntese entre arte e política. O reconhecimento do seu estatuto está presente na declaração proferida pelo Director-Geral da UNESCO, Federico Mayor ao entregar-lhe a distinção. Mayor nota que Malangatana é ‘muito mais do que um artista, é alguém que demonstra que existe uma linguagem universal, a linguagem da Arte, que permite comunicar uma mensagem de Paz.

FONTE: Contemporary Africa Database

Imagem do dia #106

A capa do jornal “O País” de 12 de Novembro. Vitória clara!
Capa "O País" de 12 de Novembro
Distribuição mandatos no Parlamento

Guebuza ganha com 75 por cento quando estão contadas 90 por cento das mesas

Armando Guebuza, Presidente da República moçambicano e candidato a um segundo mandato, deverá ganhar as eleições presidenciais moçambicanas com mais de três quartos dos votos, uma votação idêntica para o partido que representa, a FRELIMO.

Quando estão contadas quase 90 por cento das mesas de voto (11.357 de 12.699 mesas), os dados do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) indicam que Armando Guebuza tem 76,3 por cento dos votos, contra 14,9 por cento de Afonso Dhlakama, líder da RENAMO, e 8,8 por cento de Daviz Simango, presidente do MDM.

Os moçambicanos foram quarta-feira da semana passada às urnas para escolher o novo Presidente da República, mas também os deputados à Assembleia da República e os deputados às assembleias provinciais.

FONTE: Agência Lusa

Três feridos em ataque a sede do MDM em Chokwé por jovens com bandeiras da FRELIMO

Maputo, 13 Set (Lusa) — Três pessoas ficaram feridas, uma delas com gravidade, depois de alegados elementos da FRELIMO, partido no poder em Moçambique, terem atacado na madrugada de hoje a sede do MDM, novo partido, em Chókwé, província de Gaza.

Este foi o primeiro incidente da campanha eleitoral para as eleições gerais de 28 de Outubro em Moçambique, que hoje começou.

Isamel Mussá, do MDM (Movimento Democrático de Moçambique), que esteve no local, disse à Agência Lusa que o ataque à sede do partido se deu cerca das 02:00 e que os atacantes, que se transportavam em duas carrinhas cobertas com bandeiras da FRELIMO, destruíram mobiliário e partiram vidros.

FONTE: RTP

O Dia da Independência

retirado de A. SOPA (coord.) (2001), Samora. Homem do Povo, Maputo, Maguezo Editores

Dia 25 de Julho celebrou-se a Independência de Moçambique. Um dia carregado de simbolismo, pois foi esta a data estabelecida nos Acordos de Lusaka de 1974, na Zâmbia, como o dia em que Lisboa passou a reconhecer oficialmente a independência de Lourenço Marques e o fim da África Oriental Portuguesa. Curiosamente, 25 de Julho é, também, a data da fundação da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), o movimento independentista a quem o Governo foi entregue em 1975.

Para alguns o processo de independência é descrito como o “possível de se efectuar tendo em conta os desenvolvimentos da época”. Para outros, o processo devia ter tomado outro rumo. É verdade que em 1975 o Governo Português não tinha grande espaço de manobra para liderar um processo de transferência gradual de independência, mas estou certo que se houvesse interesse de todas as partes em que a troca de soberania tivesse tido cabeça, tronco e pés, hoje Moçambique seria um melhor país. Bastava fazer o que foi feito com Macau. Aí, o processo de transferência de soberania seguiu um plano elaborado e faz hoje de Macau um paraíso na Ásia.

Aqueles que receberam o poder no pós-25 de Abril em Moçambique souberam manobrar muito bem a História. A História que hoje os meninos e meninas aprendem é, podemos dizer, alterada. Há formas de contar uma história de forma imparcial. Apenas relatando os factos! Há outras em que a História é reescrita de forma a glorificar ou perpetuar uma determinada imagem negativa de algo. Guerra Colonial e Guerra de Libertação,  nomes diferente para a mesma guerra,  são um perfeito exemplo disto!

Foi impossível não reparar na propaganda que os principais jornais de Moçambique publicaram das edições do dia 25 de Julho. À propaganda política somavam-se os habituais “Parabéns Moçambique… fazes 34 anos (!)”. Coisa estranha para mim, pois nunca vi ninguém a fazer isto em Portugal. “Parabéns Portugal, estás velho, vais fazer 900 anos (!)” é algo que não ouvimos pois temos em nós um espírito de unidade que, pela lógica histórica, Moçambique ainda não partilha. Nesta mescla de etnias e línguas que é Moçambique, e à qual quase nenhum país africano escapa, a “livre circulação” de pessoas e mercadorias começa apenas agora a ser uma realidade. A nova Ponte sobre o Rio Zambeze, considerada a maior obra pública em Moçambique desde a independência, é apontada pelos políticos moçambicanos como o elo que faltava para a ligação interna do país. Mas, o caminho faz-se caminhando e não há dúvidas que em Moçambique as coisas não caminharam tão bem como “eles” queriam. É obvio que as diferenças continuam a existir e continua a ser impossível afirmar, praticamente em todas os campos, que agora Moçambique está melhor!

Força Moçambique!

Viva Moçambique!

Armando Guebuza primeiro candidato oficial às presidenciais

O presidente da FRELIMO, partido no poder em Moçambique, apresentou hoje em Maputo a candidatura às eleições presidenciais de Outubro, que quer ganhar para “continuar a lutar contra a pobreza”. mais…

No dia de Camões…

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas… não é feriado em Moçambique, mas hoje na cidade de Chókwè foi como se tivesse sido feriado! Razão?! O Presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza, veio visitar a cidade.

E que festa foi para aqui… Nas últimas semanas tenho notado mais trabalhadores a arranjarem os jardins, os buracos na estrada e a limparem a cidade. Ontem, quando cheguei do trabalho, reparei que a cidade estava enfeitada com muitas bandeiras, cada uma com uma cor da bandeira de Moçambique.

Hoje de manhã estava tudo em festa! Não houve aulas e todos os serviços e lojas estiveram fechados. Não havia bancos, padaria ou supermercados a funcionar… até as bancas do mercado estavam fechadas! Tudo porque Sua Exa, o Presidente, iria visitar a cidade.

COM GUEBUZA VENCEREMOS A POBREZA!

Com Guebuza venceremos a pobrezaAproveitei a boleia dos locais e fui com eles até ao palanque onde iria discursar o Presidente. Cedo me apercebi que esta festa ia tomar muito tempo… a chegada do presidente foi alterada e todo o povo rumou para junto do Estádio Municipal. Pelo caminho, os únicos brancos no meio da multidão eram eu e a Rita!

Já no Estádio a confusão foi total. Em primeiro porque manter milhares de crianças quietas e “sugadas” num só sítio é uma tarefa impossível e, em segundo, porque o atraso do Presidente foi de tal ordem grande que a paciência das pessoas começava a esgotar-se!

Duas horas e meia depois do inicialmente previsto lá chegou o Presidente. E foi quando ele chegou que a bancada vibrou! E foi, também, com a chegada do Presidente que eu apanhei uma grande desilusão… Não foi um, nem dois, nem três… 7 helicópteros para transportar o Presidente. Até agora ainda não percebi a razão de tanto aparato. Um país tão pobre, com tantas dificuldades, e o presidente vai logo usar 7 helicópteros. É que para piorar as coisas, estes 7 helicópteros foram todos alugados à África do Sul e os pilotos, como é lógico, eram sul-africanos. Não havia outra forma de gastar este dinheiro?! Se andaram com tanta pressa a remendar a estrada, porque veio o senhor Presidente de helicóptero? É certo que a sua visita não se resumiu ao Distrito de Chókwè, mas todos os lugares visitados eram perfeitamente acessíveis de jipe! A isto é que eu chamo esbanjar o erário público! Mas, infelizmente, os Moçambicanos gostam desta festa fachada. Rejubilam com o ter a possibilidade de faltar ao trabalho, com os “presentinhos” que a FRELIMO oferece… enfim, já diziam os Romanos “pão e circo para animar o povo…”

Conhecem a marca de escovas de dentes Corona?!Depois da chegada do Presidente recusei-me a ouvir o discurso e fui trabalhar! Mas a festa continuou no Orfanato, isto porque todos os alunos do Distrito foram dispensados às aulas. Além disso, tinham sobrado umas bebidas da festa do Dia da Criança na Praia do Bilene e era “necessário” acabar com elas. Às bebidas juntamos uns chocolates e, para terminar em beleza, uma escova de dentes! A-L-E-G-R-I-A total! Ahh, e muita música e dança à mistura!

Tenho que confessar que não resisti em deixar passar o dia 10 sem ouvir A Portuguesa. Nem sabem a sensação que é ouvir o hino português quando estamos no estrangeiro…

Passou o 1º mês!

E como passou rápido este mês.

O trabalho está a correr…devagarinho, mas está a correr! São tão lentas as coisas aqui. As pessoas são lentas, o tempo às vezes passa devagar também.

Um mês depois de chegar instalei-me na minha casa. A minha palhota de luxo! 😉

Uma das coisas mais interessantes a que posso assistir aqui é a forma como a sociedade está organizada. No sul de Moçambique o lado masculino é o mais importante. Já no norte, a mulher tem mais preponderância na sociedade. Esta forma matriarcal e patriacal de organizar a sociedade abriu fendas na unidade do país. No norte, o homem está em segundo plano na família (por exemplo, quando alguém se casa, o noivo passa a viver com a família da noiva e os seus filhos são considerados como parte da família da noiva. Se o pai ou a mãe morrer, os filhos ficam sempre na “posse” da família materna). No sul, a sociedade é organizada no sentido oposto. É em torno do homem que a sociedade gira. A mulher é relevada para um plano secundário.

Há, também, uma divisão política grande entre o norte e o sul de Moçambique. FRELIMO e RENAMO, os dois grandes partidos políticos moçambicanos, repartem as suas forças pela geografia do país. O sul é claramente pró-FRELIMO, ao passo que o norte é pró-RENAMO. Aliás, foi da Província de Gaza, no sul de Moçambique (onde vivo), que as grades figuras da FRELIMO nasceram e foram criadas. É, portanto natural, que esta seja uma zona onde a RENAMO não tem expressão política minimamente relevante. Maputo é governada por um político da FRELIMO e a cidade da Beira, a segunda maior e mais importante cidade do país, é liderada por um político da RENAMO. As diferenças entre as duas cidades são abismais e uma das razões que pode explicar o atraso da cidade da Beira é, por exemplo, o facto de este distrito ser governado pela RENAMO. As diferenças entre RENAMO e FRELIMO não desapareceram após a Guerra Civil. O Governo Nacional é FRELIMO… parece fácil perceber o jogo de influências e teias políticas que existe por estas terras!

Os próprios costumes e tradições da população variam consoante as diferentes regiões. A diversidade linguística e étnica é impressionante. Esta diversidade, na qual a Língua Portuguesa funciona como elo unificador, pois sem ela não haveria forma de estabelecer uma comunicação inteligível para toda a população, é resultado da divisão a “esquadro e régua” que os europeus fizeram em África. De facto, em toda a África podem-se contar pelos dedos de uma mão os países que gozam que uma unidade cultural, linguística, religiosa e étnica estável.

Há poucos dias estive num jantar e discutimos a sociedade moçambicana com alguém que verdadeiramente percebe destas coisas. Rita Sequeira é antropóloga e é responsável pela intervenção comunitária na região de Chókwè no que diz respeito à prevenção da malária. O seu conhecimento da sociedade e dos seus costumes é profundíssimo. Segundo ela, todos estes processos que agora têm lugar em Moçambique são fases de evolução da sociedade. “Nós, na Europa, também tivemos uma sociedade assim!” – rematou a Rita. Mas, para podermos perceber um pouco melhor o estado da sociedade, chegamos à conclusão que este mesmo estado, digamos primitivo/em fase de evolução, da sociedade moçambicana ocorreu há cerca de 300 anos na Europa! É um fosso muito grande! Porventura, graças à globalização, não serão precisos 300 anos para a sociedade local atingir um novo patamar de desenvolvimento, mas a certeza é que o processo será muito lento. A tradição e os costumes são elementos que resistem à mudança, e mudança é o que este país mais precisa!


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