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Imagem do dia #155

Era Inverno e tínhamos chegado da praia na Ponto do Ouro. Já lá vão tantos meses… A casa era excelente… pena o casal de ratos que nos fazia umas visitas nocturnas. O jantar tinha de ser preparado!

Eis a divisão:

Alberto – (pseudo) culinária…

Aldo e Virgílio – fogareiro

Hugo – preparação dos camarões

Meninas – bem… ler revistas e ver televisão! 🙂

 

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Imagem do dia #045

Pa lá cueva! a caminho da Ponta do Ouro

Pa lá cueva!

Há coisas fantásticas, não há?

O mundo é mesmo muito pequeno!

Já cheguei à conclusão que em Maputo todos os Portugueses se conhecem, e acreditem que a comunidade lusa daqui é bem extensa! Há sempre alguém amigo, primo, irmão, vizinho ou colega de trabalho que conhece alguém aqui! Acabam-se por conhecer todos! Os locais de “poiso” também são quase sempre os mesmos o que facilita este intercâmbio lusófono! 😉

Mas, por vezes, o mundo não é só pequeno para a Comunidade Portuguesa…

Depois da festa do Dia de Portugal na Escola Portuguesa de Maputo resolvemos ir jantar ao Costa do Sol. O grupo era extenso (o que sabemos que em jantaradas não funciona sempre muito bem…) e a noite prometia ser bem agradável. Alguns minutos depois de chegar ao restaurante fico vidrado na rapariga da mesa ao lado. Não podia acreditar no que estava a ver… ou era a Anastacia ou era uma sósia dela! A Anastacia foi uma colega russa que estudou na Universidade do Minho e que me acompanhou quando estive a estudar em Moscovo. Fazia parte do primeiro grupo de alunos russos que visitaram a Universidade do Minho, o que levou a que eu e outros amigos meus criássemos uma ligação muito especial com esses alunos.

Por momentos tentei observar o mais possível sem ser descarado! Mas ela também estava a olhar para mim! Só podia ser ela. “Eu conheço aquela rapariga! É a Anastacia!” – dizia eu entusiasmadíssimo para o Aldo e para a Andrea. Comecei a fazer um jogo de lógica: ela estudava Relações Internacionais, queria seguir a carreira diplomática e estudava Língua Portuguesa. Os óculos eram os mesmos, o corte de cabelo era o mesmo, a postura era a mesma, logo só podia ser ela! Levantei-me e fui ao encontro da mesa dela!

Anastacia em Braga (Julho 2006)O seu sorriso ao ver que me estava a aproximar dissipou qualquer dúvida! CLARO QUE ERA ELA! Dois dedos de conversa deram para perceber que estava a trabalhar na Embaixada da Federação Russa em Maputo há 10 meses.

Já viram a coincidência?! O mundo é mesmo pequeno!

 

Dá mesmo para perguntar: “há coisas fantásticas, não há?”

 

Querido, mudei a casa!

Não, não vou fazer nenhuma publicidade ao programa da SIC Mulher! Mas pouco falta!

Estes últimos dias tenho andado sem dar muitas notícias, mas está tudo bem pessoal! O trabalho junto do orfanato está a correr bem, Maputo continua uma cidade maravilhosa, o Bilene (praia) também se encontra bem de saúde! Por Chókwè não há nada de extraordinário a registar a não ser a chegada de uma voluntária para trabalhar comigo durante este mês de Junho.

A Rita com o Chelton no OrfanatoA Rita Leitão tem 27 anos e é a minha nova companheira de casa. E que casa… cheia de ar! Sem mesa ou cadeiras a coisa não se torna muito confortável para uma visita! Nem mais, no mesmo dia (noite) em que a Rita chegou, logo houve revolução em casa! Mesa e cadeiras passaram a compor a sala lá de casa! Só não andou a decorar a casa porque eu “não” deixei!!!

Rita, já pensaste em abandonar a L’Oreal e abrires uma loja de decoração!? 😉 Só uma anotação: esta é a terceira Rita que conheço em Chókwè… e o engraçado é que são todas portuguesas e vivem em Chókwè!

Voltando ao meu dia-a-dia, o Inverno já se faz notar. Não que isso me impeça de ir à praia, mas à noite um arzinho fresco invade a cidade vindo do meio do mato. Aliás, está “tanto” frio que já vi pessoas com gorros, kispos e até luvas! A verdade é que aqui as percepções de frio e calor variam muito das nossas aí em Portugal…!

Há uns dias tivemos a festa da criança. Não foi apenas uma… foram logo três. Foi num misto de brincadeira e conversa séria que a Irmã Aparecida de Chongoene iniciou a primeira festa da criança. No meio do mato estavam muitos meninos, meninas, mamãs e avós. Canções e danças populares das crianças rivalizaram com os energéticos movimentos das mamãs e das avós. Antes do almoço o ponto alto de toda a festa: a distribuição de uma pequena lembrança. “Isto é apenas um pequeno gesto, mas é uma grande ajuda para todos nós” – disse repetidas vezes a Irmã Aparecida. Agora que entramos na época fria em Moçambique, que melhor presente que um pequeno agasalho?! Além dos sumos, das bolachas e dos balões, todos os meninos foram presenteados com o muito fashion gorro!

A segunda festa, já da parte da tarde, teve lugar também no meio do mato nos arredores de Chongoene. Aqui, a festa foi rija também! Muitas canções, muita dança, muita alegria. Houve ainda um momento inesperado, mas muito agradável. Os novos uniformes para as crianças na escola foram entregues na altura em que decorria a festa! Alegria total!

Todos no Bilene!O Orfanato de Chiaquelane ofereceu uma festa inesquecível às crianças: uma mega festa na Praia do Bilene. De manhã bem cedo partiram em direcção à praia. Mas, havia um segredo… as crianças não sabiam que iam à praia! Areia, sol, mar, boa comida, muita animação! Os ingredientes que fizeram desta festa uma ocasião memorável. Para muitos foi a primeira vez que tomaram banho no mar. Mais uma vez, tal como manda a tradição moçambicana, houve muita dança e muita música. Além das crianças, um grande número de amigos da UPG fizeram questão de estar presentes na festa (Aldo, Alberto, Andrea, Hugo, Rita C., Rita S. e Virgílio).

 

No final da festa fui para Maputo! O que eu adoro esta cidade! 😉 Aqui ponho as relações internacionais a funcionar! Jantar com italianos, belgas, suíças, sul-africanos e portugueses… tudo misturado em Português, Inglês e Italiano no restaurante chinês da feira popular! Que salsada! 🙂


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