Arquivo de Dezembro, 2009

Imagem do dia #127

Último pôr-do-Sol em Moçambique de 2009.

Até para o ano que vem… 😉

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Imagem do dia #126

Uma loja perdida no meio do mato em Chongoene, Província de Gaza.

Imagem do dia #125

Cena estranha mas espectacular! Fotografia tirada perto do cabo da Boa Esperança, a sul da Cidade do Cabo, África do Sul.

De Espanha, nem bom vento, nem bom casamento! (ai o bacalhau…!!)

Já uma vez comecei um post com a frase “Há coisas que se forem contadas ninguém acredita!”. Hoje, novamente, inicio da mesma forma! Há coisas que se forem contadas ninguém acredita!

O bacalhau desapareceu!!! O bacalhau da consoada desapareceu! 🙂

Este Natal, como devem imaginar, foi muito diferente para mim. Não estava frio, não havia neve, não havia chuva, não houve árvore de Natal, nem correria às prendas de última hora! Esteve um calor insuportável e o espírito pelo país fora é tudo menos natalício! Pelo menos para mim isto não é Natal à séria!  

O bacalhau era a única coisa que na noite de 24 me traria a mim e à Rita qualquer espírito de Natal. Resolvemos passar a noite de consoada em Chókwè, no meio do mato, nós os dois apenas. Uma experiência emocionalmente desafiante.

O bacalhau já tinha sido comprado e demolhado. A noite começava a aproximar-se e, no meio do quintal da casa da Rita, comecei a fazer as brasas para o nosso muito tropical bacalhau assado com batatas à murro!

As brasas ficaram prontas em pouco tempo. Embrulhámos as batatas em papel de alumínio e atiramo-las para o meio das brasas. Enquanto as batatas iam sendo cozinhadas, chegou até nossa companhia um novo expatriado que veio assumir o cargo de direcção da delegação da ONG catalã Medicus Mundi Catalunia. A conversa foi animada, mesmo sendo num misto de Português, Espanhol e portunhol! 🙂

A acompanhar este Natal pseudo-ibérico, veio a Pulgui, uma cadela muito engraçada, mas que veio a provar-se uma exímia “destruidora de jantares“.

Alberto, podes colocar o bacalhau a grelhar agora” – disse-me a Rita.

Não achas que devíamos grelhar o bacalhau todo?” – pergunta inocente da minha parte…

Como todo?! As três postas já estão aí na grelha!!!” – resposta descontraída da Rita!

Olhe que não, olhe que não…!!!” – foi a minha reacção!

Na realidade, só lá estava uma posta. A mais pequena!

Fomos à cozinha… nada; ao frigorífico… nada; até à casa de banho fomos… e nada! Fui para a rua com uma lanterna em busca do bacalhau desaparecido… nada!

Que estávamos em plena escuridão era verdade, mas seria impossível alguém se aproximar tão perto e nós não darmos conta de nada! IMPOSSÍVEL!

Quando nos apercebemos, a cadela estava muito bem sentada e descansada da vida… Não se mexia! A conclusão foi rápida: tinha sido a cadela a “fugir” com as duas postas de bacalhau! As postas maiores!

A verdade é que ninguém ficou preocupado nem chateado. No final de contas, sempre tínhamos batatas à murro! E batatas à murro com pão é muito bom! Ui ui… que delícia!

O Espanhol ficou envergonhado. Pudera, o raio da cadela levou-nos a ceia! 🙂

Mas, como qualquer bom Português, a nossa veia especial para o desenrascanço salvou-nos o Natal. A posta pequenina que tinha sobrado foi muito bem dividida e acompanhada por uma óptimas batatas à murro e um molho de azeite e alho divinal! No final, tudo regado com uns bons copos de vinho branco bem fresquinho, pois a temperatura ambiente não dá para mais nada!

Foi um Natal diferente, foi um Natal quente, com pouco bacalhau… mas que mais uma vez veio demonstrar que “de Espanha, nem bom vento, nem bom casamento!”

E este hein?!

Imagem do dia #124

Nem aqui me largam… Província de Eastern Cape, África do Sul 

Imagem do dia #123

O jantar do bacalhau roubado!

Imagem do dia #122

Inauguram-se as luzes de Natal na casa da Rita!


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