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A capa do jornal “O País” de 12 de Novembro. Vitória clara!
Capa "O País" de 12 de Novembro
Distribuição mandatos no Parlamento
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Guebuza ganha com 75 por cento quando estão contadas 90 por cento das mesas

Armando Guebuza, Presidente da República moçambicano e candidato a um segundo mandato, deverá ganhar as eleições presidenciais moçambicanas com mais de três quartos dos votos, uma votação idêntica para o partido que representa, a FRELIMO.

Quando estão contadas quase 90 por cento das mesas de voto (11.357 de 12.699 mesas), os dados do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) indicam que Armando Guebuza tem 76,3 por cento dos votos, contra 14,9 por cento de Afonso Dhlakama, líder da RENAMO, e 8,8 por cento de Daviz Simango, presidente do MDM.

Os moçambicanos foram quarta-feira da semana passada às urnas para escolher o novo Presidente da República, mas também os deputados à Assembleia da República e os deputados às assembleias provinciais.

FONTE: Agência Lusa

Quem quer ser Presidente?

Hoje foi dia de eleições.

A cidade acordou muito calma. Confesso que estava à espera de grande agitação por parte das diferentes caravanas políticas… mas, enganei-me! Não houve festa, nem mesmo depois do fecho das urnas. Ao contrário de Portugal, o dia de eleições em Moçambique tem lugar a um dia de semana. Uma grande razão leva a que a cruzinha no boletim de voto tenha calhado a uma quarta-feira: caso o dia do escrutínio tivesse sido a um Domingo, muita da população não teria ido votar. Ficariam em casa ou a trabalhar nas suas machambas (hortas). Sendo a um dia de semana, em que a população se desloca para trabalhar, o Governo decreta dia de tolerância e todos podem faltar ao trabalho para exercerem o direito de cidadania. Na prática, é mais um dia de feriado!

Fiquei também surpreendido com o cumprir religioso do dia de reflexão. Não houve manifestação nenhuma no dia anterior às votações! Um comportamento extremamente civilizado quando comparado com as cenas de pancadaria e violência com que as várias caravanas nos presentearam ao longo da campanha eleitoral.

Hoje, entre a estranha calmaria em Chókwè (tanta calma que quase nenhum chapa circulava) dava para ver os dedos pintados de preto. Cada eleitor, depois de votar, molha o dedo indicador direito em tinta preta, uma forma muito prática de garantir que ninguém vota duas vezes! E como a tinta é de alta duração, a possibilidade de alguém colocar uma cruzinha pela segunda vez é, praticamente, nula.

Muito presentes foram, também, os observadores internacionais. Todas as instituições reconhecem a evolução de Moçambique nos últimos anos. Apesar de só há pouco mais de 10 anos estar consagrado constitucionalmente em Moçambique um regime multipartidário, o país tem mostrado avanços na cidadania política. É verdade que Moçambique continua a ser governado pelo mesmo partido desde a transferência de poderes em 75, é verdade, também, que há desigualdades de acesso ao poder, que o partido é confundido com a política e que o cartão do partido abre muitas portas ao seu portador. Mas, como me dizia hoje alguém na Aldeia de Chiaquelane “só quando nós formos para debaixo de terra Moçambique será uma grande Nação! Quando os velhos morrerem, quando acabar a corrupção… os mais novos como o Zézito [um dos alunos do Orfanato onde trabalho] serão a nova força do país!“.

Aqui está uma mensagem cheia de esperança! A juventude!

Vamos confiar que o novo Governo saído destas eleições (Moçambique pauta-se por um sistema Presidencialista, onde todo o poder emana do Presidente da República, ao contrário do sistema híbrido português, onde se misturam os poderes do Presidente da República e do Governo, eleitos separadamente, mas onde há uma forte influência do Parlamento) venham pôr ao dispor da juventude todos os meios para que esta possa ser uma força activa no futuro, uma força capaz de mover este país, que ajude na real erradicação da pobreza, do HIV/SIDA e da malária; que lute por uma distribuição equitativa da riqueza pela população e que ajude no rápido desenvolvimento do país como um todo, e não apenas da região sul onde se situa a capital.

Vale a pena recordar que em 1960, Moçambique era um dos mais desenvolvidos e ricos Estados de África. Vale a pena pensar que muitos dos planos de desenvolvimento do país ainda podem ser reaproveitados; vale a pena pensar que Moçambique pode saltar do fundo da lista dos países mais atrasados e subdesenvolvidos do Mundo. Vale a pena apostar em Moçambique!

 O bem do país é o que todos desejamos… quem será o próximo guia?!

Quem será o próximo guia?

Ninguém pode desistir de votar

Interessante editorial do CANALMOZ de 15 de Outubro. Original disponível em http://www.canalmoz.com/default.jsp?file=ver_artigo&nivel=1&id=16&idRec=6551

Catorze (14) milhões de dólares americanos é uma estimativa muito limitada – muito limitada mesmo – que se faz do que tem estado a gastar, por ano, o presidente da Frelimo Armando Guebuza, nas suas “Presidências Abertas”, para pagar helicópteros, e toda a logística dos parasitas do sistema, obviamente sem contabilizar-se todos os outros meios do Estado usados. Só de helicópteros e pouco mais estima-se uma despesa acumulada de cerca de 70 milhões de dólares, em cinco anos. Esta estimativa vem de fontes da Sociedade Civil atentas a estes gastos.
Mais ainda: cerca de 3 milhões de USD estima-se que estejam a custar os helicópteros que estão a ser utilizados para esta campanha da Frelimo. Sairão das comissões do que, durante o quinquénio que está a terminar, o Estado pagou à companhia Helicópteros Capital? São vários helicópteros. Seis (6) pelo menos. Fazem um espectáculo imenso para o qual também estarão a contribuir as gasolineiras que estão a suportar o deficit dos preços dos combustíveis aos consumidores, nessa outra grande burla orçamental que um grupo de cidadãos irresponsáveis e sedentos de se perpetuarem no Poder, montaram para enganar os moçambicanos, enquanto durarem as eleições, para depois nos trazerem a factura que certamente nos vai doer bem nos bolsos, a partir de 2010.

Podemos avaliar os números referentes aos gastos com aluguer de helicópteros, de várias maneiras. Há quem já tem a barriga cheia e por isso terá a tendência de ir pela via política, dizendo que esta despesa enorme com helicópteros é um investimento que permite um contacto directo da população pobre com “o Presidente”. Muitos desses são aqueles que beneficiam das comissões e de toda a negociata em volta dos helicópteros. Mas de facto é muito dinheiro que faz falta ao dito combate à pobreza absoluta.

Nós somos daqueles para quem esse dinheiro são “quantias irrisórias”, terminologia que já um dia ouvimos dizer a um “jovem empresário de sucesso”, no julgamento do Caso Carlos Cardoso, o jornalista assassinado por ordem de mandates ainda não julgados. Somos daqueles que queremos abertamente, sem rodeios, dizer basta a este esbanjamento que tanta felicidade podia proporcionar a quem tem a dupla e fatídica sina de ser mesmo pobre e estar simultaneamente a ter de ouvir, quem esbanja, a dizer que está a combater a pobreza absoluta.

Nós nunca estivemos, não estamos, nem queremos estar aqui a puxar sacos. Por isso dizemos abertamente: quem anda a esbanjar dinheiro desta maneira está a enganar os moçambicanos quando diz que tem no seu programa o ideal de combater a pobreza absoluta.

Não pode ser verdade alguém dizer que quer combater a pobreza absoluta e gastar ao mesmo tempo, em helicópteros e cortejos, milhões de dólares dos nossos impostos e dos impostos dos Povos pobres de países do Grupo dos 19 que sustenta, pelo menos 55% do Orçamento Geral do Estado de Moçambique.

Nós recusamo-nos a ser cúmplices desta vergonha. Quem combate mesmo a pobreza absoluta faz contas e 70 milhões de dólares é um valor inadmissível para ser “mamado” desta maneira hipócrita.

Quem combate de facto a pobreza absoluta não gasta dinheiro desta maneira. E quem quer mesmo saber onde há miséria absoluta, não anda de helicóptero. Anda no terreno, anda inclusivamente a pé, anda por forma a sentir in loco os problemas dos pobres. Sobretudo não se esquece de onde veio e o quanto o ofendia a “riqueza absoluta” dos “colonialistas”.
De helicóptero anda quem quer estar longe das realidades e perto da teta leiteira dos cofres do Estado, “a chupar o sangue fresco da manada”.

Esta maneira hipócrita de nos falarem da pobreza que só vêem do alto, de helicóptero, faz-nos lembrar a história, ensinada nas escolas primárias após a Independência de Moçambique, do pai que comia cinzas para que os filhos não exigissem muito. Mais tarde os filhos descobriram que o pai nesse período de fome, afinal não comia cinzas, mas chupava mel.

Agora estamos perante um cenário parecido em que o presidente Guebuza e “a Esposa do Chefe de Estado” fingem chorar a miséria que os rodeia, mas ofendem, dia-a-dia, com gastos exorbitantes e inadmissíveis, essa mesma camada de moçambicanos que tantos dias nem sequer um pedaço de pão têm para enganar o estômago.

O que andam a gastar para irem dizer ao Povo que querem continuar a combater a miséria absoluta, seria suficiente para manter, com um rendimento mínimo nacional de 1.600,00 MT/mês, cento e cinco mil, setecentos e vinte e nove moçambicanos (115726), durante 12 meses. Com esse rendimento mínimo garantido, os beneficiários, cada um certamente saberia o que fazer para reproduzir esses valores e construir a sua própria riqueza sem ter de continuar pobre a ouvir quem diz combater a pobreza, ofendê-los com exibicionismos que nem os presidentes dos Países que ajudam Moçambique têm o descaramento de praticar.

Com este dinheiro quantas casas para jovens ou bancas para tirar os informais das ruas, ou postos de saúde, ou machimbombos se poderiam construir ou comprar? Quantas bolsas de estudo ou médicos poderiam ser contratados para que os moçambicanos não morressem enquanto outros estudavam? Quantas coisas poderiam ter sido feitas para o bem de Moçambique, e não apenas de um pequeno grupo a nível da actual Presidência da República, se o dinheiro gasto em helicópteros fosse bem gerido e gasto em coisas realmente úteis para o Povo?

Quem assim se comporta, será mesmo verdade que quer combater “a pobreza” e a “pobreza absoluta”?

Quem assim se comporta é mesmo republicano e socialista? Será que algum dia o foi ou só andou esperando a morte de Samora para exibir a sua verdadeira face?
Com estes gastos exorbitantes com os seis (6) helicópteros, que dirá a FDC da Senhora Graça Machel, esposa de Mandela? Não vê que quando anda a reunir-se em segredo com o presidente da CNE, João Leopoldo da Costa, para ajudar a transformar estas eleições uma burla, está apenas a tentar amaciar a ditadura, e a pôr “nívea” na burla que se preparou? O dinheiro dos helicópteros não seria melhor empregue em projectos de desenvolvimento comunitário?
E ainda aos representantes dos doadores. Quanto dos impostos dos pobres dos Vossos Países vai ter de continuar a alimentar esta ostentação “helicopteriana” dos desavergonhados que insistem em esbanjar dinheiro ao mesmo tempo que ofendem a miséria? Quanto tempo mais os Senhores vão permitir-se enganar os dignos Povos dos vossos Países aceitando que o dinheiro suado por eles continue a alimentar despesistas, chulos e burladores de eleições, nesta “dita democracia” em Moçambique?

Pobres povos que se sacrificam por nós moçambicanos!

Perante isto: que fazer? – A resposta é simples. É irmos massivamente às urnas votar e votar bem para acabarmos com estes abusos e esta maneira de gerir o erário público.
Votando, cada cidadão pode ajudar a acabar com estes parasitas, chulos e burladores do Povo Moçambicano e dos Povos irmãos e amigos de Moçambique.

O voto de cada um tem mais utilidade do que se pensa. Votar consciente é um imperativo nacional.

FONTE: CANALMOZ


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