Posts Tagged 'Bilene'

Imagem do dia #148

Enquanto na Europa o frio e a chuva continuam a fazer das suas… pelo sul de Moçambique ainda brilha um Sol fantástico! E nada melhor para aproveitar este Sol do que passar um dia na praia na companhia de alguns amigos!

Na imagem, um acesso à Praia do Bilene. A água já não estava tão quente como no mês passado, quando a temperatura das águas ultrapassava os 30ºC. As noites são agora mais frescas e o pôr-do-sol é muito mais cedo. Em meados de Abril, às 17.30h já será noite cerrada! Sinais que o Verão está a acabar 😦

Imagem do dia #109

Estarão os meninos à procura de tubarões na Praia do Bilene?!

ASMtv: na Praia do Bilene

Imagem do dia #059

MOÇAMBIQUE… é maningue nice! (MOÇAMBIQUE… é muito nice!)

MOÇAMBIQUE ...é maningue nice!

Imagem do dia #050

Começava como transparente… depois vinha o azul turquesa… depois o verde… logo a seguir o azul escuro… eram estas as cores do mar num dia de Inverno na Praia do Bilene!

Começava como transparente... depois vinha o azul turquesa... depois o verde... logo a seguir o azul escuro... eram estas as cores do mar num dia de Inverno na Praia do Bilene!

Imagem do dia #021

Na Praia do Bilene…

Rita Leitão, Rita chico, Alberto e Virgílio

Querido, mudei a casa!

Não, não vou fazer nenhuma publicidade ao programa da SIC Mulher! Mas pouco falta!

Estes últimos dias tenho andado sem dar muitas notícias, mas está tudo bem pessoal! O trabalho junto do orfanato está a correr bem, Maputo continua uma cidade maravilhosa, o Bilene (praia) também se encontra bem de saúde! Por Chókwè não há nada de extraordinário a registar a não ser a chegada de uma voluntária para trabalhar comigo durante este mês de Junho.

A Rita com o Chelton no OrfanatoA Rita Leitão tem 27 anos e é a minha nova companheira de casa. E que casa… cheia de ar! Sem mesa ou cadeiras a coisa não se torna muito confortável para uma visita! Nem mais, no mesmo dia (noite) em que a Rita chegou, logo houve revolução em casa! Mesa e cadeiras passaram a compor a sala lá de casa! Só não andou a decorar a casa porque eu “não” deixei!!!

Rita, já pensaste em abandonar a L’Oreal e abrires uma loja de decoração!? 😉 Só uma anotação: esta é a terceira Rita que conheço em Chókwè… e o engraçado é que são todas portuguesas e vivem em Chókwè!

Voltando ao meu dia-a-dia, o Inverno já se faz notar. Não que isso me impeça de ir à praia, mas à noite um arzinho fresco invade a cidade vindo do meio do mato. Aliás, está “tanto” frio que já vi pessoas com gorros, kispos e até luvas! A verdade é que aqui as percepções de frio e calor variam muito das nossas aí em Portugal…!

Há uns dias tivemos a festa da criança. Não foi apenas uma… foram logo três. Foi num misto de brincadeira e conversa séria que a Irmã Aparecida de Chongoene iniciou a primeira festa da criança. No meio do mato estavam muitos meninos, meninas, mamãs e avós. Canções e danças populares das crianças rivalizaram com os energéticos movimentos das mamãs e das avós. Antes do almoço o ponto alto de toda a festa: a distribuição de uma pequena lembrança. “Isto é apenas um pequeno gesto, mas é uma grande ajuda para todos nós” – disse repetidas vezes a Irmã Aparecida. Agora que entramos na época fria em Moçambique, que melhor presente que um pequeno agasalho?! Além dos sumos, das bolachas e dos balões, todos os meninos foram presenteados com o muito fashion gorro!

A segunda festa, já da parte da tarde, teve lugar também no meio do mato nos arredores de Chongoene. Aqui, a festa foi rija também! Muitas canções, muita dança, muita alegria. Houve ainda um momento inesperado, mas muito agradável. Os novos uniformes para as crianças na escola foram entregues na altura em que decorria a festa! Alegria total!

Todos no Bilene!O Orfanato de Chiaquelane ofereceu uma festa inesquecível às crianças: uma mega festa na Praia do Bilene. De manhã bem cedo partiram em direcção à praia. Mas, havia um segredo… as crianças não sabiam que iam à praia! Areia, sol, mar, boa comida, muita animação! Os ingredientes que fizeram desta festa uma ocasião memorável. Para muitos foi a primeira vez que tomaram banho no mar. Mais uma vez, tal como manda a tradição moçambicana, houve muita dança e muita música. Além das crianças, um grande número de amigos da UPG fizeram questão de estar presentes na festa (Aldo, Alberto, Andrea, Hugo, Rita C., Rita S. e Virgílio).

 

No final da festa fui para Maputo! O que eu adoro esta cidade! 😉 Aqui ponho as relações internacionais a funcionar! Jantar com italianos, belgas, suíças, sul-africanos e portugueses… tudo misturado em Português, Inglês e Italiano no restaurante chinês da feira popular! Que salsada! 🙂

Imagem do dia #016

Na Praia do Bilene na Festa das crianças do Orfanato!

Alberto, Andrea, Aldo... AAA

O primeiro baptismo em África…uma experiência a não repetir!

O que resta do meu pneu!Se eu quisesse entrar em pânico não conseguia!

Ia na estrada, já noite, no meio do nada, na escuridão total quando um dos pneus do meu carro rebentou. Nos breves segundos em que ouvia o pneu a esvaziar-se e o carro a querer fugir para a berma, só me apetecia fechar os olhos, abri-los e estar em Portugal. Estar na minha casa, no meu carro, no meio da civilização!

Em Moçambique não existe assistência em viagem o que torna as coisas complicadas. Mudar um pneu a um carro médio é fácil…agora trocar uma roda a uma carrinha 4×4 é uma coisa com muita técnica!

Por breves instantes fique com o carro ligado, imobilizado no meio daquela estrada escura, os máximos ligados e as duas mãos no volante. Estava a uns míseros 10 quilómetros da Praia do Bilene, uma pequena localidade balnear, onde um Italiano e uma Portuguesa me esperavam para jantar.

A minha reacção foi ligar-lhes e confirmar que as portas do carro estavam trancadas.

Andei um pouco, mas o barulho do pneu desfeito a bater no alcatrão não me deixou andar muito mais. Os 20 minutos que eu esperei pelo Aldo e pela Andreia pareciam horas que nunca mais acabavam.

De repente, surge do nada um senhor que logo se ofereceu para me ajudar. Eu só vi uma mão a bater no vidro do carro. Não sei de onde me veio a coragem para sair do carro e falar com ele. Entretanto a minha “assistência” chegou e tentamos perceber o que se tinha passado. O pneu que tinha rebentado estava completamente careca na parte de dentro da roda. Rebentou! Bummmmmm….

Tentamos andar mais uns metros mas, aquele barulho era insuportável.

Tal como um quilómetro atrás, apareceram vindos do nada uns senhores. Quiseram ajudar. Quiseram tirar o pneu… não conseguiram! Quiseram tirar o pneu sobresselente… também estava furado… mais azar?! Só se aparecesse um leão e me comesse!

Depois de algumas horas à volta do pneu, do macaco e da jante resolvemos partir. Não havia outra opção se não conduzir o carro pelos 9 quilómetros que faltavam.

“Alberto, já tinhas passado por uma situação semelhante?!” – perguntou-me o Aldo no seu português mesclado de italiano. “Não!!!” – foi a minha resposta. Confesso que ainda não sei onde fui buscar coragem para negociar com aqueles homens todos quanto lhes iria pagar por me ajudarem. O Aldo ainda agora não acredita que eu tive sangue frio para enfrentar a situação ao longo de 4 horas sem demonstrar um pouco de medo. E se a início tudo parecia bem, já perto do fim os ânimos exaltaram-se um pouco quando perceberam que nós já não queríamos a ajuda deles! Eu também não sei de onde fui buscar tanta força!

Chegamos ao Bilene a passo de caracol e com algumas paragens pelo meio por causa do cheio a pneu queimado. O carro ficou em frente ao primeiro hotel que vimos. Já não havia forma de o levar até à casa onde passaríamos a noite.

O jantar às 22.30h não me soube a nada e, embora estivesse a dois passos do mar, mesmo em cima da areia, nunca me apeteceu tanto sair da praia e voltar para casa. A noite passeia-a toda em branco…

No Domingo de manhã fomos arranjar o pneu. No Bilene não há oficina nem reboques. O máximo que encontramos foi uma bomba de gasolina onde faziam pequenas reparações. Pneus novos não existiam. Andaram à procura de um pneu já usado que ainda estivesse em condições para ser usado. Encontraram um, mas eram preciso dois!!! Enquanto arranjavam o pneu consegui ir à praia. Uma lagoa lindíssima, de águas calmas e bem quentes. Mas a ideia do pneu não me saia da cabeça e nem da beleza e calma do local desfrutei.

Quando acabamos de almoçar o pneu estava pronto.

“Tem de chegar à Macia e comprar pneu novo” – disse o senhor das bombas. Por sorte, o estabelecimento vizinho onde almoçámos era gerido por um casal de Portugueses que se aprontaram a olhar pela situação e não deixar que fossemos “roubados” no preço final.

No final, esta brincadeira fez sair do meu bolso 1300 meticais (aproximadamente 37eur). Por um pneu e pelos “refrescos” (o nome que se dá em Moçambique ao suborno e gorjetas) até que ficou dispendioso, mas era a única opção.

A passo lento partimos em direcção à Macia, a cidade que fica na estrada principal que liga Maputo ao Xai Xai e onde fazemos o corte para Chókwé. Na Macia também não havia pneus disponíveis. Continuei por mais 60 quilómetros até ao Chókwé.

Finalmente cheguei a casa. Como o Aldo e a Andrei me disseram “This is Africa!”.

Aldo e Andreia, o meu eterno obrigado! Se não fossem vocês nem sei o que teria sido de mim! OBRIGADO!

Para primeiro baptismo africano não está mal, pois não?!

 

No Chókwé, 19 de Abril de 09


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