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À terceira é de vez! Kruger parte III

Pois é, há 17 dias que não vinha aqui! Merecia um castigo! Mas o trabalho tem sido tanto que fui deixando o blog para trás… mas, estou de volta! 🙂

Ora bem, o post de hoje é sobre o Kruger National Park na África do Sul. O KNP ou simplesmente Kruger, é a maior área de conservação de fauna bravia da África do Sul, cobrindo cerca de 20 000 km2. Está localizado no nordeste do país, nas províncias de Mpumalanga e Limpopo e fazendo fronteira com os distritos moçambicanos de Moamba e Magude, na província de Maputo e Massingir e Chicualacuala na Província de Gaza. Tem uma extensão de cerca de 350 km de norte a sul e 60 km de leste a oeste.

Juntamente com o Parque Nacional do Limpopo, em Moçambique, e com o Parque Nacional Gonarezhou, no Zimbabwe, o Kruger faz parte da Área de Conservação Transfronteiriça do Grande Limpopo.

O nome do parque foi dado em homenagem a Stephanus Johannes Paul Kruger, o último presidente da República Sul-Africana bóer.

A minha primeira visita foi em Agosto, estávamos em pleno Inverno austral, época seca, e o Kruger estava amarelo. Não havia muita água, pelo que todos os animais se juntavam perto dos maiores rios para se poderem refrescar. Nessa visita fiquei instalado no sul do Parque em Berg an Dal. Vi leões!!! A grande atracção desta viagem! 🙂

A segunda visita foi em Novembro. O Kruger já estava mais verdinho, o que dificultou ver alguns animais. A grande atracção?! O leopardo!!! E muitos elefantes e girafas!

A terceira vez… a que me “obrigou” a escrever este post foi com a Mariana! 🙂 Já estamos no Verão, a época das chuvas, e isso deu para entender a verdura exuberante do Parque! Aliás, as chuvas têm sido tantas que uma das entradas do Parque (Crocodile Bridge Gate) – a mais próxima da fronteira com Moçambique – estava fechada! Para entrarmos por Crocodile Bridge temos de atravessar um rio e uma pequena ponte que foi construída para poder ser submersa pelas águas em caso de inundação. Mas desta o rio levou água em excesso e acabou por destruir a ponte… conclusão: tivemos de fazer mais 40 quilómetros e entrar por Melalane Gate!

Nestas duas últimas visitas fiquei instalado em Skukuza Camp. Skukuza é o maior centro de acolhimento de visitantes do Parque, oferecendo uma extensa escolha de tipos de acomodação, restaurantes e outros serviços de “recuerdos” que os turistas tanto gostam! 🙂

Aqui ficam algumas fotos e videos das minhas “caçadas” na savana!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Imagem do dia #111

Só faltavam 1000 kms…

Diário de Bordo – Dia 1: se o elevador tivesse deixado…

Recentemente tive a oportunidade de fazer uma viagem de carro até Cape Town, África do Sul, na companhia de alguns amigos. Como forma de poderem acompanhar esta nova aventura de 4931kms, vou nas próximas semanas escrever um breve “diário de bordo” da viagem. O Dia 1 começa agora mesmo…

0 Km

 

A grande viagem até à Cidade do Cabo estava prestes a começar. À nossa frente tínhamos 2000kms até chegar à costa Atlântica. De um certo ponto de vista, a nossa viagem seria uma verdadeira coast to coast trip!

15 minutos antes das 5 horas da manhã, eu, a Andrea e o Aldo partimos de casa. Os raios de Sol ainda não cobriam os céus e um manto de fresca chuva cobria a cidade. A primeira paragem, ainda antes de deixarmos a capital moçambicana para trás, foi a casa do Martim. Esperámos, esperámos, esperámos… nada! 5.10h e nada… 5.15h e nada… Mandei uma SMS “O último a chegar paga o pequeno-almoço!”. Às 5.20h lá aparece o Martim… atrasado, mas apareceu! Se o elevador tivesse deixado ele estaria cá em baixo há muito mais tempo! Atafulhámos ordeiramente as malas na pequena mala do nosso super Suzuki Escudo e lá partimos em direcção à fronteira.

 Tudo lá para dentro!

  

Ressano Garcia e as centenas de quilómetros sentados

A passagem na fronteira, embora já muito além do nosso horário inicial, foi rápida. Até é de admirar, pois a uma sexta-feira o trânsito na principal fronteira terrestre de Moçambique é um autêntico caos! Do lado sul-africano, as cerimónias de carimbos nos passaportes também foram céleres.

À nossa frente estavam mais algumas largas centenas de quilómetros. As únicas paragens resumiam-se às áreas de serviço para reabastecer o depósito de gasolina.

 200... 300... 400kms

  

Joanesburgo… e as centenas de quilómetros sentados

Estrada, estrada, estrada… montanhas, montanhas, montanhas… campos, campos, campos… durante várias horas foram estas as vistas! Dos quatro passageiros a bordo, apenas eu e a Andrea tínhamos “autorização” para conduzir. De início tínhamos combinado que de 2 em 2 horas, mais coisa menos coisas, mudaríamos de posição, deixando um de ser piloto para passar a co-piloto. Mas, tudo não passou de uma fantasia nossa! Os turnos, sim, verdadeiros turnos de condução automobilística, passaram a ter a duração de 6 horas, o que dá uma média de 500kms a cada um. Um conduzia de manhã… o outro ficava com o turno da tarde. Os restantes passageiros, “parasitas” como vieram a ficar famosos, ora dormiam ora andavam de máquina em punho para registar a qualidade das estradas sul-africanas (diga-se, de excelente qualidade!).

Jo'burg à vista!

 

A meio dos primeiros 1000kms de viagem cruzámo-nos com a capital económica de África: Joanesburgo.

Jo'burg skyline

 

Ao longe um skyline de edifícios altos indicava que a grande cidade estava perto! Foi com alguma admiração, excitação direi eu, que constatamos a “maravilha” da arquitectura sul-africana nos arredores de Jo’burg… é o que dá passear na companhia de 3 arquitectos (desculpa Aldo, eu sei que não és arquitecto… mas para simplificar as coisas ficas neste lote!). Resumindo, durante cerca de 500kms os temas de conversa foram o GPS do Alberto e a arquitectura dos Sul-Africanos! Interessante, não?! 

Aldo 

Andrea

 

 

 

Bloemfontein… e as centenas de quilómetros sentados

Depois de Joanesburgo, o nosso destino final já se encontrava mais próximo: Bloemfontein.

A “fonte das flores”, tradução do Africânder para Português do nome da cidade, é a capital Judicial da África do Sul (recordemos que a África do Sul tem várias capitais). A cidade, fundada oficialmente pelos Britânicos em 1846, é, de igual forma, capital do Free State, uma das províncias que constituem este país.

Situa-se no meio do nada! Deserto praticamente! Não tem nada! Umas ruas “ao alto”, um casório extenso e nada mais. Não se passa nada nesta cidade e até os próprios habitantes reconhecem esta fama menos agradável de Bloemfontein.

Chegámos era já noite. Procuramos a guest house que previamente tínhamos visto na internet, descarregámos o nosso super guerreiro Escudo, fomos jantar e por fim estreámos as camas. O bem que soube uma cama ao final de 1000kms sentados! Uuhhfff…..

Pôr-do-Sol no Free State

Imagem do dia #088

Bons momentos à chuva… no Cabo das Agulhas!

No Cabo das Agulhas

ASMtv: leões “à solta”!

ASMtv: Ilha de Inhaca e dos Portugueses

Diz que é uma espécie de safari!

Sábado… calor… bom tempo… Maputo!

O dia tinha começado assim com um sol radioso num céu magicamente azul! A temperatura quente estava a convidar um mergulho no Índico! Como estava em Maputo (à custa das histórias fantásticas do meu carro!!!) decidimos ir à Macaneta, uma praia situada às portas da capital moçambicana. O trânsito infernal de Maputo fez das suas e atrasou a nossa saída para a praia! Nem mesmo indo por atalhos conseguimos sair mais cedo da cidade. O objectivo era chegar o mais rápido possível ao local onde se apanha o ferry para a praia. Mas o nosso plano deu para o torto! Umas nuvens vindas sabe-se lá de onde começaram a cobrir o céu e cedo tudo ficou nublado. O Aldo deu a ideia de irmos fazer um safari. Se bem que há bicharada em Moçambique, safari à sério só na Gorongosa (um parque nacional que se situa em Sofala, no centro do país) ou então no Kruger, na África do Sul. Mas o Aldo garantia que havia um parque nos arredores de Maputo, pertinho do local onde nos encontrávamos, e que tinha, entre outros, girafas e búfalos. A outra opção, avançada por mim, era voltarmos para trás, conduzir em direcção à fronteira com a Swazilândia e visitar uma enorme barragem (a dos Pequenos Libombos) que abastece a cidade de Maputo. Dado o avançado do horário, os três molungos, eu, o Aldo e a Karen (colega de trabalho do Aldo), decidimos o safari! E que safari!

O parque, tão bom que era que nem do seu nome me lembro, fica perto de Maputo e prometia uma experiência muito agradável. Cada pessoa pode conduzir o seu próprio carro pelos caminhos do parque e procurar os animais à vontade.

No pseudo safari so vi isto...Chegamos! À entrada duas avestruzes davam as boas vindas! De carro percorremos os vários trilhos do parque… 5 minutos e só tínhamos visto a placa a dizer “safari e restaurante”; 10 minutos e estávamos no meio da vegetação; 20 minutos e continuávamos sem ver bichos nenhuns… 30 minutos e encontrámos as primeiras marcas de animais!!! UAU!!! Meia dúzia de cagadelas de bicho! Foi a histeria! Pena ao final de 1 hora às voltas não termos visto nada! Nikles, rien, nothing! Só árvores e uma galinha-do-mato! Pensei para mim “se calhar andaram a mostrar o Madagáscar à bicharada e agora emigraram todos para a ilha!

 

A pseudo manada...No final deste “diz que é uma espécie de safari num sítio onde não existem animais e onde o que se vê são apenas pombos (o que eu não considero animal tropical nem de savana)” acabámos por encontrar o restaurante! E para surpresa das surpresas ali estavam eles! Sim senhor, uma GIGANTESCA manada de 3 búfalos (até que pareciam três vacas pintadas de preto) e um crocodilo que quero acreditar que tenha sido comprado no Toys “R” Us!!!

Saímos do parque e eu ainda tive tempo para perguntar ao porteiro onde estavam os animais. “Deviam estar escondidos entre a vegetação” disse o senhor! Tu queres ver que as girafas andam a brincar às escondidas connosco?!

O pseudo crocodilo...

Como ainda era cedo resolvemos optar pela segunda opção do dia: a barragem dos Pequenos Limbombos. Entretanto o Martim (colega INOV Artes) juntou-se à trupe. Como já passava das 14 horas decidimos parar numa área de serviço à saída de Maputo para comprarmos algo para almoçar, mas, mais uma vez, os nossas planos saíram furados! Como pensávamos que o Martim ainda não tinha almoçado e como ele tinha estado doente nos dias anteriores, resolvemos mudar o local do almoçareco e parar no Shoprite, um complexo de lojas na cidade da Matola (equivalente à cidade do Barreiro para quem vivem em Lisboa), muito ao estilo shopping outlet em Portugal. Parámos, fomos ao Mundus (uma cadeia de restaurantes sul-africana) e pedimos o almoço. TODOS à excepção do Martim que, afinal (!) já tinha almoçado! A conversa alongou-se e quando demos conta já passavam das 16.30h o que nos impossibilitava de ir à barragem e voltar ainda de dia!

Regressámos à metrópole maputense e acabámos a noite no Gil Vicente.

No dia seguinte, Domingo, as nuvens continuaram a tapar o sol. Estava frio em Maputo!

Sem nada de especial para fazer fomos almoçar ao Mercado do Peixe. O Mercado do peixe é mesmo um mercado, onde cada um pode comprar o peixe ou marisco que quiser, e depois manda cozinhar num dos muitos restaurantes que existem dentro do mercado.

Mercado do Peixe

 

Estão a ver o que são vários vendedores atrás de nós com peixes na mão?

Compre aqui patrão

Peixe fresquinho

Olha a melhor lagosta do mercado

Camarão Tigre barato

O Martim andava numa saga para comprar lagostas… foi a uma banca, foi a outra, voltou à mesma, perguntou aqui, perguntou ali… nunca mais acabava o negócio!!! Como não sou amantes desse tipo de bichos com corninhos e patinhas que picam fiquei-me por um bom peixe grelhado!

A espera no restaurante foi muuuito longa e a música de fundo ao vivo transportávamo-nos para aquelas cenas típicas de casamentos! Só faltavam os noivos! 😉

Pela cara do Filipe (Colega INOV Mundus), da Karen e do Martim a lagosta estava mesmo muito boa! 😉

À noite, já cansados e sem nada para fazer, resolvemos ir ao cinema. Ainda há algumas salas em Maputo (uma das quais da Lusomundo) mas a nossa escolha recaiu num cinema indiano.

O filme, Om Shanti Om, verdadeira paródia à indústria de Bollywood segundo a crítica especializada, foi um sucesso de bilheteira. Sim, foi um sucesso de bilheteira porque a película foi lançada em 2007… mas só agora chegou a Moçambique!

Um par e meio de horas depois lá saímos da sala, ainda meio tontos com tantas beldades indianas, cor, dança, brilho e música! Ah, e o mais engraçado de tudo foi a parte das legendas. O filme é legendado em Inglês, já que é falado em Híndi, e depois, por baixo da tela, surgem umas legendas manhosas em Português. Além destas serem movidas manualmente, ou seja, está alguém a girar o rolo que contém a legenda em Português, os erros gramaticais são abundantes e, quando não podem ser apagados, pois foram escritos numa máquina de escrever, são riscados e esses riscos aparecem lá!!!

Fantástico!

Cena do filme "Om Shanti Om"

 

Em nota de rodapé tenho a dizer que me tornei fã de Bollywood! 😉


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