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Imagem do dia #157

Esta é a rua da Rita! Digo rua da Rita porque esta rua não tem qualquer outro nome! É a rua onde a Rita mora!

O sol queima o pó que os carros levantam ao passar. Poeirenta, como o resto do Chókwè, a rua é ladeada de casas de caniço, de palmeiras, bananeiras e acácias.

Imagem do dia #148

Enquanto na Europa o frio e a chuva continuam a fazer das suas… pelo sul de Moçambique ainda brilha um Sol fantástico! E nada melhor para aproveitar este Sol do que passar um dia na praia na companhia de alguns amigos!

Na imagem, um acesso à Praia do Bilene. A água já não estava tão quente como no mês passado, quando a temperatura das águas ultrapassava os 30ºC. As noites são agora mais frescas e o pôr-do-sol é muito mais cedo. Em meados de Abril, às 17.30h já será noite cerrada! Sinais que o Verão está a acabar 😦

Vai uma voltinha?!

Na passada sexta-feira, dia 29, teve lugar em Mpauto a primeira Critical Mass moçambicana e a terceira ao nível do continente africano!

E o que é o Critical Mass? 

Critical Mass (CM) é  um movimento global que realiza passeios de bicicleta em mais de 300 cidades do mundo para promover o uso da bicicleta como transporte não poluente. As Critical Mass também são conhecidas nos países lusófonos como Massa Crítica e Bicicletadas porque a maioria dos participantes desloca-se em bicicleta. Para lá das motivações pessoais de cada participante, a CM é uma celebração da mobilidade suave que permite aos ciclistas circular com mais segurança e facilidade, marcando a sua presença no espaço público e tornando-a visível pelo número e densidade da concentração.  Esta “segurança através da quantidade” torna-a uma excelente forma de iniciação à utilização da bicicleta em espaço urbano.

Critical Mass refere-se à situação comum na China em que quando um ciclista pretende, por exemplo num cruzamento, atravessar por entre uma linha de tráfego automóvel para seguir o seu caminho, espera, então que se junte a ele um grupo numeroso de outros ciclistas que queiram ir no mesmo sentido, para então atingindo-se o número de pessoas suficientes possam então dar seguimento ao seu sentido de circulação.

Como não tenho bicicleta em Moçambique… ficou assim dado o meu “empurrão” a esta iniciativa! 🙂

ver também: http://criticalmassmaputo.wordpress.com/2010/01/30/flashback-cmm-001/

De Espanha, nem bom vento, nem bom casamento! (ai o bacalhau…!!)

Já uma vez comecei um post com a frase “Há coisas que se forem contadas ninguém acredita!”. Hoje, novamente, inicio da mesma forma! Há coisas que se forem contadas ninguém acredita!

O bacalhau desapareceu!!! O bacalhau da consoada desapareceu! 🙂

Este Natal, como devem imaginar, foi muito diferente para mim. Não estava frio, não havia neve, não havia chuva, não houve árvore de Natal, nem correria às prendas de última hora! Esteve um calor insuportável e o espírito pelo país fora é tudo menos natalício! Pelo menos para mim isto não é Natal à séria!  

O bacalhau era a única coisa que na noite de 24 me traria a mim e à Rita qualquer espírito de Natal. Resolvemos passar a noite de consoada em Chókwè, no meio do mato, nós os dois apenas. Uma experiência emocionalmente desafiante.

O bacalhau já tinha sido comprado e demolhado. A noite começava a aproximar-se e, no meio do quintal da casa da Rita, comecei a fazer as brasas para o nosso muito tropical bacalhau assado com batatas à murro!

As brasas ficaram prontas em pouco tempo. Embrulhámos as batatas em papel de alumínio e atiramo-las para o meio das brasas. Enquanto as batatas iam sendo cozinhadas, chegou até nossa companhia um novo expatriado que veio assumir o cargo de direcção da delegação da ONG catalã Medicus Mundi Catalunia. A conversa foi animada, mesmo sendo num misto de Português, Espanhol e portunhol! 🙂

A acompanhar este Natal pseudo-ibérico, veio a Pulgui, uma cadela muito engraçada, mas que veio a provar-se uma exímia “destruidora de jantares“.

Alberto, podes colocar o bacalhau a grelhar agora” – disse-me a Rita.

Não achas que devíamos grelhar o bacalhau todo?” – pergunta inocente da minha parte…

Como todo?! As três postas já estão aí na grelha!!!” – resposta descontraída da Rita!

Olhe que não, olhe que não…!!!” – foi a minha reacção!

Na realidade, só lá estava uma posta. A mais pequena!

Fomos à cozinha… nada; ao frigorífico… nada; até à casa de banho fomos… e nada! Fui para a rua com uma lanterna em busca do bacalhau desaparecido… nada!

Que estávamos em plena escuridão era verdade, mas seria impossível alguém se aproximar tão perto e nós não darmos conta de nada! IMPOSSÍVEL!

Quando nos apercebemos, a cadela estava muito bem sentada e descansada da vida… Não se mexia! A conclusão foi rápida: tinha sido a cadela a “fugir” com as duas postas de bacalhau! As postas maiores!

A verdade é que ninguém ficou preocupado nem chateado. No final de contas, sempre tínhamos batatas à murro! E batatas à murro com pão é muito bom! Ui ui… que delícia!

O Espanhol ficou envergonhado. Pudera, o raio da cadela levou-nos a ceia! 🙂

Mas, como qualquer bom Português, a nossa veia especial para o desenrascanço salvou-nos o Natal. A posta pequenina que tinha sobrado foi muito bem dividida e acompanhada por uma óptimas batatas à murro e um molho de azeite e alho divinal! No final, tudo regado com uns bons copos de vinho branco bem fresquinho, pois a temperatura ambiente não dá para mais nada!

Foi um Natal diferente, foi um Natal quente, com pouco bacalhau… mas que mais uma vez veio demonstrar que “de Espanha, nem bom vento, nem bom casamento!”

E este hein?!

Imagem do dia #123

O jantar do bacalhau roubado!

Imagem do dia #122

Inauguram-se as luzes de Natal na casa da Rita!

ROUBARAM-NOS O BACALHAU!!!!

É verdade! Roubaram-nos o bacalhau!!!!!

Eu e a Rita estávamos a preparar o nosso muito solitário jantar de Consoada quando nos apercebemos que o bacalhau tinha sumido!QUEM TERÁ ROUBADO O BACALHAU DE 800 METICAIS?!?!?!?!

A história continua brevemente…

Querido, mudei a casa!

Não, não vou fazer nenhuma publicidade ao programa da SIC Mulher! Mas pouco falta!

Estes últimos dias tenho andado sem dar muitas notícias, mas está tudo bem pessoal! O trabalho junto do orfanato está a correr bem, Maputo continua uma cidade maravilhosa, o Bilene (praia) também se encontra bem de saúde! Por Chókwè não há nada de extraordinário a registar a não ser a chegada de uma voluntária para trabalhar comigo durante este mês de Junho.

A Rita com o Chelton no OrfanatoA Rita Leitão tem 27 anos e é a minha nova companheira de casa. E que casa… cheia de ar! Sem mesa ou cadeiras a coisa não se torna muito confortável para uma visita! Nem mais, no mesmo dia (noite) em que a Rita chegou, logo houve revolução em casa! Mesa e cadeiras passaram a compor a sala lá de casa! Só não andou a decorar a casa porque eu “não” deixei!!!

Rita, já pensaste em abandonar a L’Oreal e abrires uma loja de decoração!? 😉 Só uma anotação: esta é a terceira Rita que conheço em Chókwè… e o engraçado é que são todas portuguesas e vivem em Chókwè!

Voltando ao meu dia-a-dia, o Inverno já se faz notar. Não que isso me impeça de ir à praia, mas à noite um arzinho fresco invade a cidade vindo do meio do mato. Aliás, está “tanto” frio que já vi pessoas com gorros, kispos e até luvas! A verdade é que aqui as percepções de frio e calor variam muito das nossas aí em Portugal…!

Há uns dias tivemos a festa da criança. Não foi apenas uma… foram logo três. Foi num misto de brincadeira e conversa séria que a Irmã Aparecida de Chongoene iniciou a primeira festa da criança. No meio do mato estavam muitos meninos, meninas, mamãs e avós. Canções e danças populares das crianças rivalizaram com os energéticos movimentos das mamãs e das avós. Antes do almoço o ponto alto de toda a festa: a distribuição de uma pequena lembrança. “Isto é apenas um pequeno gesto, mas é uma grande ajuda para todos nós” – disse repetidas vezes a Irmã Aparecida. Agora que entramos na época fria em Moçambique, que melhor presente que um pequeno agasalho?! Além dos sumos, das bolachas e dos balões, todos os meninos foram presenteados com o muito fashion gorro!

A segunda festa, já da parte da tarde, teve lugar também no meio do mato nos arredores de Chongoene. Aqui, a festa foi rija também! Muitas canções, muita dança, muita alegria. Houve ainda um momento inesperado, mas muito agradável. Os novos uniformes para as crianças na escola foram entregues na altura em que decorria a festa! Alegria total!

Todos no Bilene!O Orfanato de Chiaquelane ofereceu uma festa inesquecível às crianças: uma mega festa na Praia do Bilene. De manhã bem cedo partiram em direcção à praia. Mas, havia um segredo… as crianças não sabiam que iam à praia! Areia, sol, mar, boa comida, muita animação! Os ingredientes que fizeram desta festa uma ocasião memorável. Para muitos foi a primeira vez que tomaram banho no mar. Mais uma vez, tal como manda a tradição moçambicana, houve muita dança e muita música. Além das crianças, um grande número de amigos da UPG fizeram questão de estar presentes na festa (Aldo, Alberto, Andrea, Hugo, Rita C., Rita S. e Virgílio).

 

No final da festa fui para Maputo! O que eu adoro esta cidade! 😉 Aqui ponho as relações internacionais a funcionar! Jantar com italianos, belgas, suíças, sul-africanos e portugueses… tudo misturado em Português, Inglês e Italiano no restaurante chinês da feira popular! Que salsada! 🙂


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