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Acumular milhas no chapa! Agora é possível!

A minha saga nos chapas parece não ter fim! Acho que isto funciona como os pontos da Galp ou as milhas da TAP, quanto mais andas, mais regalias tens!

Hoje, eu e a Inês fomos convidados a ocupar os lugares da frente (1ª classe!!!) e ainda nos ofereceram o mata-bicho (espécie de pequeno-almoço Moçambicano) a bordo! Contudo, o mata-bicho foi muito ao estilo low cost… apenas umas bananitas! 😉

chapa | executive

 

 

 

 

 

 

 

 

Qual será a próxima surpresa no chapa?!

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Ai ai ai… parem parem parem!!!

Todos os dias são uma experiência nova! E nada melhor que vivenciar este país à Mozambique way of life! 😉

Na passada segunda-feira chegou a Chókwè a nova voluntária que irá trabalhar comigo no Orfanato durante os próximos 30 dias.

InêsA Inês Albergaria vem de Lisboa e pela primeira vem à África pura e dura. Claro, o choque… passar de Lisboa para Maputo ainda vá que não vá… agora de Maputo para o meio do mato no Chókwè é dose extra!

 

 

“Passei da high society de Maputo para o mato” – exclamou a Inês ao constatar a realidade chokwense!

E há lá coisa melhor do que experimentar todas as maravilhas desta cidade num só dia?! Vamos lá enumerar:

1. sair de Maputo, a única cidade pseudo-desenvolvida de Moçambique, às 6 da matina num machibombo e demorar 4 horas para fazer 200kms…

2. ser a única molunga (branca) no machibombo…

3. chegar e constatar que o Chókwè é uma cidadezinha no meio do mato rodeada de canais de água (óptimos para a criação de mosquitos da malária)…

4. apanhar o chapa para ir trabalhar… e demorar uma eternidade para lá chegar…

5. chegar a meio do caminho e ser transferido para outro chapa…

6. no regresso, esperar 45 minutos e não conseguir apanhar nenhum chapa…

7. só haver uma opção para regressar a casa e fazer os 35 kms: pedir boleia!

8. pedir boleia a uma carro da EDM (Electricidade de Moçambique) e viajar na caixa aberta…

Inês e Alberto na caixa aberta!9. estar um frio de rachar e não ter roupa para o Inverno da savana (faz mesmo frio caramba!)…

10. dormir apavorada com medo das baratas, ratos e dos mosquitos! Apesar de eu já lhe ter dito que em casa não havia nada dessa bicharada!

E, para marcar ainda mais a estada em terras africanas, nada melhor que uma sessão de pancadaria no chapa de hoje à tarde! Tudo porque o cobrador não queria aceitar a nota de 20 Meticais como pagamento porque esta já era muito velhinha! Como a senhora não tinha outra nota… e como não havia ninguém que a ajudasse… o saco de viagem ficou retido e só seria devolvido quando uma nova nota aparecesse! Não apareceu e lá começaram ao murro e à chapada! Eu achei super graça… o resto do pessoal só se ria… a Inês, pouco habituada a este quotidiano chapense, gritava “ai ai ai… parem parem parem!”

 As vistas da caixa aberta!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

À vinda, e para acabar o dia em beleza, o nosso chapa que além de pessoas transportava uma família de baratas, participou numa corrida de chapas… Ganhámos!


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