Arquivo de Março, 2010



Imagem do dia #151

Que a imaginação das crianças é fértil já sabíamos… e que se adapta às tendências da moda também não é novidade!

Pois bem, no Orfanato de Chiaquelane, onde passo muito do tempo do meu trabalho, os mais pequenos “montaram” uma fábrica de telemóveis! Sim, telemóveis!

São leves, elegantes, não consomem nenhuma bateria e vêm carregados com todas as funções que a nossa imaginação quiser!

Eis os telemóveis do futuro… os telemóveis de papel do Orfanato… alô?

Chita avistada em Conhane! Cuidado…

Hoje contaram-me que várias pessoas avistaram uma chita nos arredores de Conhane, uma pequena aldeia que dista cerca de 15 kms a sul do Chókwè.

É uma notícia bem estranha. Em primeiro lugar porque este tipo de animal não é comum nesta zona (em tempos idos, girafas, leões e elefantes eram avistados na Província de Gaza, mas foram dizimados pela guerra e pelo avançar das populações pela província); em segundo, porque, mesmo tendo vindo do Parque Nacional do Limpopo (que está ligado ao Kruger National Park, na África do Sul), a chita teria um enorme caminho a percorrer até chegar a Conhane sem nunca ter sido avistada!

Vamos acreditar que se trata de um cão agirafado… Mas, como estamos em Moçambique, tudo é possível!!! 🙂

ASMtv: Tempestade em Chókwè

O paredão rosa!

Finalmente a fachada completa da nossa querida Embaixada em Maputo… Para relembrar, Rosa Colonial Manuelino!

Os meus 2.28 minutos de fama!

Os meus 2.28 minutos de fama… ainda me faltam 13 minutos para gastar!

http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?prog=3988

ASMtv: Parabéns à lá Moçambicana!

A diferença…

A diferença entre o que consideramos ser civilizado e não civilizado está topicamente standardizado. Há sempre algumas oscilações de variam de país para país, de sociedade para sociedade e de cultura para cultura. Há contudo, standards mínimos. Por exemplo, ceder o lugar num machibombo a uma pessoa idosa. Mas às vezes, as pessoas conseguem surpreender-me! O machibombo ia cheio e por isso cedi o meu lugar a uma senhora de idade que não andava, nem se quer tinha cadeira de rodas. Simplesmente arrastava-se pelo chão. Subir para o machibombo foi como escalar uma montanha! Levantei-me e disse: “pode sentar-se aqui!“. As pessoas à minha volta comentaram a situação. Não percebi nada pois falavam Changana.  Fiquei alguns minutos de pé.

Surge, então, a cobradora que tinha assistido à situação toda. Pedi-lhe o meu bilhete e ela disse-me:

Se quiseres peço a alguém que se levante para te poderes sentar“.

Não obrigado!” – respondi.

Não percebi bem aquela atitude! Será que foi uma forma de dizer obrigado pela situação anterior… ou foi mais uma vez a minha cor de pele a falar mais alto?!

A vida vem em ondas como um mar

Já falta pouco… a vontade de voltar para casa é tão grande!

Voltarei cá? Há coisas que não nos esquecemos nunca… “A vida vem em ondas como um mar/Num indo e vindo infinito“… então, o que virá a seguir?

Senhor Dom Eusébio!

Ontem à noite, estava já quase a terminar o jantar, quando entra pelo restaurante dentro o Eusébio! O Eusébio… dispensa apresentações!

O restaurante ficou meio parado. Os papelinhos para os autógrafos, as fotos… e mais fotos… agora de frente, agora de lado, agora com a mãe, agora com o pai… enfim, só não tirou com o cão porque estes não podem entrar no restaurante! Fiquei assim a fitar aquela figura. Nunca tinha visto o Eusébio ao vivo! Tinha a ideia que era uma pessoa baixa e forte. ERRADO! É alto e está em muito boa forma! Até parece bem mais novo do que na televisão!

Se muitas pessoas se referem a Amália Rodrigues como “Senhora Dona Amália”, acho que nos devíamos dirigir ao Rei como “Senhor Dom Eusébio”!

Imagem do dia #150

O céu parece tirado de um quadro de algum pintor de renome… azul carregado… nuvens realistas… contudo, a parte de baixo não saiu de nenhuma obra prima do século XVII, XVIII ou XIX! É a imagem da realidade! A realidade de um país africano, Moçambique!

No interior árido da Província de Gaza, relativamente perto de Maputo, a civilização está a séculos de distância. Não há nada e as pessoas sobrevivem em situações limites.


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