Arquivo de Outubro, 2009



Imagen do dia #094

Agora é que o título do blog faz mais sentido!

Fotografia tirada no ponto mais a Sul do continente Africano, o Cabo das Agulhas, na África do Sul, onde os oceanos Atlântico e Índico se unem. O nome deste cabo deve-se à descoberta pelos navegadores Portugueses, no século XVI, que a orientação Norte (magnética) apontada pelas bússolas coincidia, neste local, com a verdadeira direcção do Norte geográfico.

Agora é que o título do blog faz mais sentido!

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Imagem do dia #093

Maputo foi uma cidade onde a criatividade dos arquitectos durante as décadas de 50, 60 e 70 mais marcou a paisagem de uma cidade Portuguesa.

Ao contrário do que acontecia na Metrópole, e em especial em Lisboa, os arquitectos em Moçambique tiveram uma liberdade única para criar edifícios de estilo arrojado tendo em conta a época em que fora construídos. Aqui fica o exemplo do Edifício do Ministério da Saúde, situado em plena Av. Eduardo MondlaneMISAU, Maputo.

Triste sina

Triste sina deste país…

Já não bastava a pobreza avassaladora e os desastres naturais que se abatem sobre este país. Os acidentes de viação são uma realidade muito presente em Moçambique. Hoje, quando vinha de Maputo para Chókwè, dou por mim no meio de duas “pequenas” tragédias…

De um lado da estrada, as chamas aparentemente descontroladas de uma queimada, ardiam e largavam no ar um cheiro a palha queimada e uma coluna negra que se avistava a dezenas de quilómetros de distância…

Fogo descontrolado...

 

Do outro lado da estrada um acidente! Dois carros, um jipe (o que ficou totalmente desfeito) e um chapa cheio de pessoas, chocaram frontalmente. A agitação das pessoas que assistiam aos dois espectáculos era evidente. Morreram 20 pessoas no acidente, dizia a polícia: os 3 ocupantes do jipe e 17 passageiros do chapa.

... acidente...

Imagem do dia #092

Sardines on carvon… carvon on sardines!

Sardines on carvon... carvon on sardines!

Vida de expatriado… parte II

Continuando a saga do post anterior, hoje tenho mais uma experiência para vos relatar. Os vistos, esse autocolante todo cintilante e pomposo que nos permite permanecer legalmente dentro de Moçambique.

Quando saí de Portugal trouxe comigo um visto de Negócios com a duração de 6 meses. Era obrigado a sair do país de 60 em 60 dias. Às vezes, atravessava a fronteira a pé, carimbava o passaporte no lado da Suazilândia e nem 5 minutos depois já estava de novo dentro de Moçambique. Digamos que me podiam barrar a entrada no país, mas sempre tive sorte e sempre consegui entrar novamente na República sem grandes problemas. Mas, desta vez, era diferente. O visto caducava e eu tinha obrigatoriamente de sair. Aproveito para fazer pequena crítica ao Ministério dos Negócios Estrangeiros Português (crítica esta que a Cooperação Portuguesa já está a par): enviar uma dúzia de tugas para o estrangeiro mas não se preocupar com os problemas burocráticos relativos às autorizações de residência é um pequeno grande detalhe a rever nas próximas edições do INOV MUNDUS!

Por conselho dos Portugueses que já cá estão há mais tempo, a fronteira à qual me devia dirigir era a de Ressano Garcia. Ressano Garcia é a fronteira terrestre mais movimentada de Moçambique, funcionando como a principal porta de entrada para quem vem da África do Sul para o país.

E lá fui eu na sexta-feira passada…

O caminho até à fronteira, embora numa estrada em excelentes condições, é monótono! Apenas quando nos começamos a aproximar da fronteira o cenário muda, deixando para trás as extensas planícies, enveredando por um ar mais de montanha. Sendo a fronteira mais movimentada, é de esperar algum tempo para carimbar o passaporte. Mas, desta vez, tive de levar o carro também, o que atrasou ainda mais o processo porque é preciso “exportar” o veículo e, do lado sul-africano, “importar” o veículo! Uma saga de impressos para preencher.

Finalmente, já com tudo carimbado, atravessei a fronteira. Na África do Sul, nova maratona de preenchimento de papéis para o carro. Pediam muitas mais informações, é verdade, mas pelo menos já não perdemos tanto tempo na secção dos passaportes, pois os Portugueses têm “entrada livre” neste país, coisa que não acontece a quem chega a Moçambique.

Os carimbos e a papelada!

 

Para não dar muito nas vistas e voltar logo para Moçambique, conduzi até à povoação mais próxima, Komatipoort, apenas 4 quilómetros após a alfândega. Entrei numa loja, um supermercado à séria, repleto de produtos que em Moçambique ou não existem ou são extremamente caros, e comprei apenas uma caixa de Cheerios! Até nem seria uma extravagância se os mesmos Cheerios existissem em Maputo! J

Voltei à fronteira, carimbo aqui, carimbo ali e lá deixei a África do Sul. Do lado moçambicano tinha à espera, teoricamente, uma maratona de quase uma hora para conseguir um visto de fronteira que me permitisse permanecer no país durante os próximos 30 dias. SURPRESA, surpresa… nem 10 minutos demorou o processo de pedir um novo visto! Um feito histórico, pois Moçambique é conhecido pela lentidão dos seus serviços. Neste brevíssimos 10 minutos, ainda tive tempo para conhecer um albanês, uma alemã e um casal de australianos que, mais uma surpresa, trabalhavam em Guijá, o distrito vizinho de Chókwè. Aliás, disseram logo que iam frequentemente ao Chókwè para comer gelados!

“Gelados?! Mas eles não são famosos pela sua qualidade…” exclamei eu!

Já com o novo visto a ocupar uma nova página no meu passaporte quase dedicado exclusivamente a carimbos africanos, voltei para casa, nas calmas, chegando a Maputo ao final do dia.

Como podem ver, isto não é vida fácil… é vida de expatriado!


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