Mais hora… menos hora!

Hoje apercebi-me que fiquei mais longe de Portugal! A hora mudou.

Mudou aí, mudou na Europa, mudou em quase todo o mundo! Aqui permaneceu igual. Continua a nascer o dia às 5.30 da manhã e o céu escuro desce logo às 18h.

Ainda agora estava a olhar para o relógio do computador e a fazer as contas do quão cedo é em Portugal. Aqui já são 17.13h… e o Sol já iniciou a sua rápida descida até à linha de horizonte.

Mas, porque razão não muda o sistema horário em Moçambique? Não faz sentido nenhum no norte do país amanhecer às 4.30 da manhã! São as tradições. Dizem os velhos que é mau mexer na hora. Mudar o destino… mexer na ordem das coisas… mudar o que os Deuses criaram… Superstições! 🙂

Mas, nem tudo é mau neste dia em que o Telejornal da RTP1 passa a ser transmitido só às 22h ou que os jogos de futebol passam a ser vistos de madrugada. Fui à barragem de Macarretane. Os país do Aldo estão cá e vieram fazer uma curta visita ao Orfanato. Como ainda era cedo decidimos ir até aos embondeiros. Aquelas árvores gigaaaaantes…

Nada de dar a volta ao tronco” – repetia a Andrea em português e italiano!

Gigaaaante

 

Caso não se lembrem, num post anterior expliquei a história das voltas ao embondeiro. Reza a lenda que se alguém der três voltas ao gigantesco tronco desta árvore, perde a memória! Quem quer dar a primeira volta?!

A Barragem de MacarretaneO calor às 11h da manhã estava abrasador, pelo que não nos demorámos muito tempo junto da velha árvore. A Barragem de Macarretane, um mísero lago se comparado com a gigante Barragem de Massingir, foi o local escolhido para seguirmos esta viagem turística pelas terras do interior de Gaza.

Já há muito tempo que ouvia as histórias dos hipopótamos dentro da barragem. Já lá tinha ido várias vezes, de manhã, ao meio-dia, à tarde e no fim desta, mas nunca, nunca tinha avistado tais bichos! Hoje, íamos tão distraídos que nem a história dos hipos tinha vindo à baila e eis que, mal subimos para o dique da barragem, vimos enormes bolhas a emergir da água. ERAM ELES!!!! FINALMENTE OS HIPOPÓTAMOS!

Lá estão os hipos

 E não era um, nem dois, nem três… muitos hipopótamos! Uma festa, pois sem ter pensado neles eles apareceram.

E ali ficámos uns bons minutos a observar a vida selvagem. Apesar de ser um espectáculo diferente, pois não é todos os dias que vemos hipopótamos verdadeiros tão perto de nós, o Sol queimava tudo em que tocava e não nos restou outra alternativa a não ser voltar para o carro, ligar o ar condicionado no máximo e viajar de novo até Chókwè!

E assim foi. Jamais me esquecerei. Mudou a hora, vi hipopótamos!

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