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Imagem do dia #111

Só faltavam 1000 kms…

Diário de Bordo – Dia 1: se o elevador tivesse deixado…

Recentemente tive a oportunidade de fazer uma viagem de carro até Cape Town, África do Sul, na companhia de alguns amigos. Como forma de poderem acompanhar esta nova aventura de 4931kms, vou nas próximas semanas escrever um breve “diário de bordo” da viagem. O Dia 1 começa agora mesmo…

0 Km

 

A grande viagem até à Cidade do Cabo estava prestes a começar. À nossa frente tínhamos 2000kms até chegar à costa Atlântica. De um certo ponto de vista, a nossa viagem seria uma verdadeira coast to coast trip!

15 minutos antes das 5 horas da manhã, eu, a Andrea e o Aldo partimos de casa. Os raios de Sol ainda não cobriam os céus e um manto de fresca chuva cobria a cidade. A primeira paragem, ainda antes de deixarmos a capital moçambicana para trás, foi a casa do Martim. Esperámos, esperámos, esperámos… nada! 5.10h e nada… 5.15h e nada… Mandei uma SMS “O último a chegar paga o pequeno-almoço!”. Às 5.20h lá aparece o Martim… atrasado, mas apareceu! Se o elevador tivesse deixado ele estaria cá em baixo há muito mais tempo! Atafulhámos ordeiramente as malas na pequena mala do nosso super Suzuki Escudo e lá partimos em direcção à fronteira.

 Tudo lá para dentro!

  

Ressano Garcia e as centenas de quilómetros sentados

A passagem na fronteira, embora já muito além do nosso horário inicial, foi rápida. Até é de admirar, pois a uma sexta-feira o trânsito na principal fronteira terrestre de Moçambique é um autêntico caos! Do lado sul-africano, as cerimónias de carimbos nos passaportes também foram céleres.

À nossa frente estavam mais algumas largas centenas de quilómetros. As únicas paragens resumiam-se às áreas de serviço para reabastecer o depósito de gasolina.

 200... 300... 400kms

  

Joanesburgo… e as centenas de quilómetros sentados

Estrada, estrada, estrada… montanhas, montanhas, montanhas… campos, campos, campos… durante várias horas foram estas as vistas! Dos quatro passageiros a bordo, apenas eu e a Andrea tínhamos “autorização” para conduzir. De início tínhamos combinado que de 2 em 2 horas, mais coisa menos coisas, mudaríamos de posição, deixando um de ser piloto para passar a co-piloto. Mas, tudo não passou de uma fantasia nossa! Os turnos, sim, verdadeiros turnos de condução automobilística, passaram a ter a duração de 6 horas, o que dá uma média de 500kms a cada um. Um conduzia de manhã… o outro ficava com o turno da tarde. Os restantes passageiros, “parasitas” como vieram a ficar famosos, ora dormiam ora andavam de máquina em punho para registar a qualidade das estradas sul-africanas (diga-se, de excelente qualidade!).

Jo'burg à vista!

 

A meio dos primeiros 1000kms de viagem cruzámo-nos com a capital económica de África: Joanesburgo.

Jo'burg skyline

 

Ao longe um skyline de edifícios altos indicava que a grande cidade estava perto! Foi com alguma admiração, excitação direi eu, que constatamos a “maravilha” da arquitectura sul-africana nos arredores de Jo’burg… é o que dá passear na companhia de 3 arquitectos (desculpa Aldo, eu sei que não és arquitecto… mas para simplificar as coisas ficas neste lote!). Resumindo, durante cerca de 500kms os temas de conversa foram o GPS do Alberto e a arquitectura dos Sul-Africanos! Interessante, não?! 

Aldo 

Andrea

 

 

 

Bloemfontein… e as centenas de quilómetros sentados

Depois de Joanesburgo, o nosso destino final já se encontrava mais próximo: Bloemfontein.

A “fonte das flores”, tradução do Africânder para Português do nome da cidade, é a capital Judicial da África do Sul (recordemos que a África do Sul tem várias capitais). A cidade, fundada oficialmente pelos Britânicos em 1846, é, de igual forma, capital do Free State, uma das províncias que constituem este país.

Situa-se no meio do nada! Deserto praticamente! Não tem nada! Umas ruas “ao alto”, um casório extenso e nada mais. Não se passa nada nesta cidade e até os próprios habitantes reconhecem esta fama menos agradável de Bloemfontein.

Chegámos era já noite. Procuramos a guest house que previamente tínhamos visto na internet, descarregámos o nosso super guerreiro Escudo, fomos jantar e por fim estreámos as camas. O bem que soube uma cama ao final de 1000kms sentados! Uuhhfff…..

Pôr-do-Sol no Free State

Imagem do dia #088

Bons momentos à chuva… no Cabo das Agulhas!

No Cabo das Agulhas

Imagem do dia #045

Pa lá cueva! a caminho da Ponta do Ouro

Pa lá cueva!

ASMtv: Aldo e Andrea, os acrobatas…

Há coisas fantásticas, não há?

O mundo é mesmo muito pequeno!

Já cheguei à conclusão que em Maputo todos os Portugueses se conhecem, e acreditem que a comunidade lusa daqui é bem extensa! Há sempre alguém amigo, primo, irmão, vizinho ou colega de trabalho que conhece alguém aqui! Acabam-se por conhecer todos! Os locais de “poiso” também são quase sempre os mesmos o que facilita este intercâmbio lusófono! ;)

Mas, por vezes, o mundo não é só pequeno para a Comunidade Portuguesa…

Depois da festa do Dia de Portugal na Escola Portuguesa de Maputo resolvemos ir jantar ao Costa do Sol. O grupo era extenso (o que sabemos que em jantaradas não funciona sempre muito bem…) e a noite prometia ser bem agradável. Alguns minutos depois de chegar ao restaurante fico vidrado na rapariga da mesa ao lado. Não podia acreditar no que estava a ver… ou era a Anastacia ou era uma sósia dela! A Anastacia foi uma colega russa que estudou na Universidade do Minho e que me acompanhou quando estive a estudar em Moscovo. Fazia parte do primeiro grupo de alunos russos que visitaram a Universidade do Minho, o que levou a que eu e outros amigos meus criássemos uma ligação muito especial com esses alunos.

Por momentos tentei observar o mais possível sem ser descarado! Mas ela também estava a olhar para mim! Só podia ser ela. “Eu conheço aquela rapariga! É a Anastacia!” – dizia eu entusiasmadíssimo para o Aldo e para a Andrea. Comecei a fazer um jogo de lógica: ela estudava Relações Internacionais, queria seguir a carreira diplomática e estudava Língua Portuguesa. Os óculos eram os mesmos, o corte de cabelo era o mesmo, a postura era a mesma, logo só podia ser ela! Levantei-me e fui ao encontro da mesa dela!

Anastacia em Braga (Julho 2006)O seu sorriso ao ver que me estava a aproximar dissipou qualquer dúvida! CLARO QUE ERA ELA! Dois dedos de conversa deram para perceber que estava a trabalhar na Embaixada da Federação Russa em Maputo há 10 meses.

Já viram a coincidência?! O mundo é mesmo pequeno!

 

Dá mesmo para perguntar: “há coisas fantásticas, não há?”

 

Querido, mudei a casa!

Não, não vou fazer nenhuma publicidade ao programa da SIC Mulher! Mas pouco falta!

Estes últimos dias tenho andado sem dar muitas notícias, mas está tudo bem pessoal! O trabalho junto do orfanato está a correr bem, Maputo continua uma cidade maravilhosa, o Bilene (praia) também se encontra bem de saúde! Por Chókwè não há nada de extraordinário a registar a não ser a chegada de uma voluntária para trabalhar comigo durante este mês de Junho.

A Rita com o Chelton no OrfanatoA Rita Leitão tem 27 anos e é a minha nova companheira de casa. E que casa… cheia de ar! Sem mesa ou cadeiras a coisa não se torna muito confortável para uma visita! Nem mais, no mesmo dia (noite) em que a Rita chegou, logo houve revolução em casa! Mesa e cadeiras passaram a compor a sala lá de casa! Só não andou a decorar a casa porque eu “não” deixei!!!

Rita, já pensaste em abandonar a L’Oreal e abrires uma loja de decoração!? ;) Só uma anotação: esta é a terceira Rita que conheço em Chókwè… e o engraçado é que são todas portuguesas e vivem em Chókwè!

Voltando ao meu dia-a-dia, o Inverno já se faz notar. Não que isso me impeça de ir à praia, mas à noite um arzinho fresco invade a cidade vindo do meio do mato. Aliás, está “tanto” frio que já vi pessoas com gorros, kispos e até luvas! A verdade é que aqui as percepções de frio e calor variam muito das nossas aí em Portugal…!

Há uns dias tivemos a festa da criança. Não foi apenas uma… foram logo três. Foi num misto de brincadeira e conversa séria que a Irmã Aparecida de Chongoene iniciou a primeira festa da criança. No meio do mato estavam muitos meninos, meninas, mamãs e avós. Canções e danças populares das crianças rivalizaram com os energéticos movimentos das mamãs e das avós. Antes do almoço o ponto alto de toda a festa: a distribuição de uma pequena lembrança. “Isto é apenas um pequeno gesto, mas é uma grande ajuda para todos nós” – disse repetidas vezes a Irmã Aparecida. Agora que entramos na época fria em Moçambique, que melhor presente que um pequeno agasalho?! Além dos sumos, das bolachas e dos balões, todos os meninos foram presenteados com o muito fashion gorro!

A segunda festa, já da parte da tarde, teve lugar também no meio do mato nos arredores de Chongoene. Aqui, a festa foi rija também! Muitas canções, muita dança, muita alegria. Houve ainda um momento inesperado, mas muito agradável. Os novos uniformes para as crianças na escola foram entregues na altura em que decorria a festa! Alegria total!

Todos no Bilene!O Orfanato de Chiaquelane ofereceu uma festa inesquecível às crianças: uma mega festa na Praia do Bilene. De manhã bem cedo partiram em direcção à praia. Mas, havia um segredo… as crianças não sabiam que iam à praia! Areia, sol, mar, boa comida, muita animação! Os ingredientes que fizeram desta festa uma ocasião memorável. Para muitos foi a primeira vez que tomaram banho no mar. Mais uma vez, tal como manda a tradição moçambicana, houve muita dança e muita música. Além das crianças, um grande número de amigos da UPG fizeram questão de estar presentes na festa (Aldo, Alberto, Andrea, Hugo, Rita C., Rita S. e Virgílio).

 

No final da festa fui para Maputo! O que eu adoro esta cidade! ;) Aqui ponho as relações internacionais a funcionar! Jantar com italianos, belgas, suíças, sul-africanos e portugueses… tudo misturado em Português, Inglês e Italiano no restaurante chinês da feira popular! Que salsada! :)

Imagem do dia #016

Na Praia do Bilene na Festa das crianças do Orfanato!

Alberto, Andrea, Aldo... AAA

América?! Europa?! Não, é a África do Sul!

Superou as minhas expectativas! É o mínimo que posso dizer!

Lisbon Falls

No fim-de-semana passado fui à África do Sul. Como o tempo era curto decidimos não visitar o Kruger Park, o grande santuário dos Big 5 (leão, elefante, búfalo, rinoceronte e leopardo). A visita, a convite do Aldo e da Andrea, levou-nos para lá da capital da Província de Mpumalanga, Nielspruit.

Perdemos duas horas preciosas em Ressano Garcia, a principal fronteira entre Moçambique e a África do Sul. É o papelinho para o carro, é o papelinho para as pessoas, são as filas intermináveis para carimbar o passaporte… enfim, lá passamos a fronteira a passo muito lento para depois esperarmos mais uma hora já no lado dos bóeres (a forma carinhosa como os moçambicanos apelidam os sul africanos!) por um selo e um carimbo que nos permitia “viver” no país! Livre circulação europeia, nunca senti tanto a vossa falta! ;)

Welcome to Zuid Africa!

As diferenças, abismais pelos vistos, começam logo no posto fronteiriço. O edifício da alfândega, o pessoal de serviço, a limpeza… enfim, um sem número de coisas que salta logo à vista! Infelizmente, neste campo a África do Sul começa logo a marcar muitos pontos.

 

Esquerda...direita...

Maior surpresa chegou logo de seguida! O terreno… montanhas, muitas árvores, muitos pinheiros, à mistura com bananeiras é certo, mas um aspecto muito clean, organizado e muito european style! A estrada com quilómetros de rectas deu lugar a um sinuoso percurso, com montanhas, rios e comboios a acompanhar o nosso tour. O destino era a cidade de Sabie, pouco mais de 250km para lá da fronteira. Mas, antes de chegarmos ao nosso destino, não podíamos deixar de gastar uns Rands na capital do consumo da região! Nielspruit! Esta cidade, com pouco mais de 200 mil habitantes, pareceu-me muitas vezes uma cidade californiana. As ruas, as casas, as lojas… tudo se assemelhava à América! É aqui que muitos moçambicanos vêm às compras. Há muitos centros comerciais e lojas para todos os gostos… para todos os gostos são, também, as decorações dos tais centros comerciais! Pavões a segurar tectos?! Eu e o Aldo chegamos a uma conclusão! “É demodé!” – só pode ser…

2 macacos à beira do carro!

Lá continuamos a viagem até Sabie. Bem, e da Califórnia viajei até Trás-os-Montes! Montanhas e frio, pinheiros e desfiladeiros… o clima mudou e a vegetação e o terreno também!

Sabie é o ponto de partido para visitarmos um conjunto de belezas naturais que a tornam uma cidade turística. Além das cascatas de Berlim e de Lisboa (sim, Lisboa!!!!), há um enorme desfiladeiro! Para quem nunca viu o Grand Canion ao vivo aqui está uma boa alternativa! Vistas de tirarem a respiração! Lindo, bonito!

Mais uma vez deu para fazer a comparação entre Moçambique e a África do Sul, e o resultado dessa comparação é brutal. O Aldo, a Andrea e eu (os “3 Ases”, como nos chama a Anabela) ainda perdemos alguns bons minutos a discutir as razões de tanta diferença no grau de desenvolvimento das duas nações. Pode parecer fácil, mas há um conjunto enorme de factores que levaram a este desfasamento entre os dois países (e entre o resto de África e a África do Sul): o tipo de colonização, os colonizadores, as datas da independência, a população que ficou após essas datas… são muitos os factores que influenciam a dinâmica nestes países. Mas, uma coisa é certa, a África do Sul não é realmente África. É mais uma continuação da Europa e dos EUA. Não apenas pela presença de mais cidadãos de raça branca ou da influência do inglês ou do holandês na região, mas também pelo estilo de organização das cidades, das estradas, da sociedade ou, simplesmente, pela forma como somos atendidos numa loja.  

A + A + A... desculpem a falta de imaginação!

Domingo à noite regressamos a Maputo. Passamos a fronteira e voltamos à vida normal deste país. Estradas com buracos (direi às vezes, buracos com bocados de alcatrão), água imprópria para consumo, mesmo a que nos chega pela canalização a casa, falhas constantes de electricidade e água (o que na realidade não acontece muito em Maputo… a mesma sorte já eu não tenho!), a velocidade de caracol do ADLS moçambicano, o estilo inconfundível de condução deste país…!

Como dizia no princípio deste post, a África do Sul surpreendeu! Superou as minhas expectativas, e acreditem que eu já tinha “em boa consideração” este país! De facto, percebi porque razão a FIFA atribuiu à África do Sul o Campeonato de Futebol do Mundo de 2010. Este país consegue organizar o evento! A febre do futebol está na rua! Não é um país do 1º Mundo, mas fica à frente de muitos em muitos aspectos!

Mas, nem tudo são rosas! Há também um “dark side” neste país! Vá, não vou falar disso neste post! A potência do continente africano, dizem por aí, anda a “colonizar” os países vizinhos…

Desenvolvimentos no próximo post!

Tenho cara de Sul-africano?!

Praia!

Sol!

Calor!

Caranguejos!

Água!

Areia!

Vacas!

Mosquitos!

Bicharada estranha!

Sul-africanos!

Esta é a descrição do meu fim-de-semana alongado!

O Aldo e a Andrea convidaram-me para me juntar a eles neste fim-de-semana. O destino foi a praia de Zongoene, não muito longe do Chókwè. A estrada para lá chegar (penso que “caminho de cabras” é a melhor descrição) parte da Estrada Nacional 1 e segue aos saltinhos por quase uma hora de terra batida. Pelo caminho, muitas palmeiras, muito verde e muitas crianças a acenar para o carro!

Contudo, valeu a pena estes quilómetros que me deixaram ligeiramente enjoado (Diogo, ainda te lembras de andares às voltas na rotunda à beira da Lloyd para me deixares mal disposto?!?!?!). O Lodge, com um ar muito colonial, mostrou-se uma agradável surpresa. Pena às vezes parecer que estávamos num acampamento de refugiados… é que a luz era “racionada” ao longo do dia. O mesmo acontecia com a água!

Mas, foi para a praia que lá fomos e por isso não perdemos muito tempo na nossa cabanita familiar!

O Índico estava agitado, mas uma longa duna de areia dourada protegia uma extensa lagoa interior. Mesmo ao lado, a foz do rio Limpopo. Uma combinação agradável de água fria e quente, de água salgada e doce…e muitas vacas lá ao longe!

A praia parecia estar deserta…! Apenas eu, o Aldo, a Andrea… e uma infinidade de pequenos caranguejos! A prioridade é para eles! De todo o lado saltam, “correm” e fazem buracos! Ir distraído e pôr os pés no local errado é capaz de não ser uma agradável experiência!!!

À noite, antes do jantar, fomos beber uma cerveja para junto de uma das piscinas do lodge. Fui, literalmente, “comido” por mil e um mosquitos! Decidimos abandonar o posto quando o Aldo foi alvo de um pequeno ataque de um morcego! ;)

Dentro do bar, mais surpresas estavam à nossa espera! Além da decoração muito english colonial style, existiam umas osgas (lagartixas) a passearem-se pelas paredes… por momentos perdi a vontade de jantar!

Outra surpresa, esta verdadeiramente triste, é o facto de os Sul-africanos começarem, aos poucos, a controlar o turismo em Moçambique. Estou em Moçambique, a língua oficial é o Português, logo não estou à espera que me venham cumprimentar em Inglês, nem perguntar o que quero jantar em Inglês! Tenho cara de Sul-africano?!

Pelo menos podiam dar melhor formação aos empregados e perder alguns minutos com um bom tradutor inglês-português! Há erros ortográficos que podiam muito bem ser corrigidos!

No caminho de volta para Chókwè começou a chover! E bem que chovia! Mas depois, o sol voltou e queimou tudo por onde tocou! Como é possível estarmos no Inverno?! 

No final deste fim-de-semana já posso dizer que tenho uma corzinha de praia!

;)